Raquel Jacob planeja aplicativo para receber demandas da população
 
Aos 34 anos e mais de uma década e meia de dedicação à comunicação, a jornalista e apresentadora Raquel Gonçalves Jacob aceitou o desafio e irá, pela primeira vez, para a disputa de um pleito eleitoral.  Filiada ao PSD, a jornalista revelou que a decisão foi tomada no deadline. “Veio-me essa oportunidade, e a princípio eu havia descartado. Mas, no dia da convenção, faltando minutos para o início, eu me convenci, fui a ao evento, coloquei meu nome para apreciação e ele foi aprovado”, contou, em visita à redação do FOLHA DO SUL ON LINE, por onde já passou como repórter.
 
Segundo a comunicadora, foram dois os principais fatores que a levaram à decisão de disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores: o primeiro é acreditar que poderá fazer mais por Vilhena com um mandato legislativo. “Nós, jornalistas, já fazemos um trabalho político, não essa política institucional, mas a gente já faz um trabalho político. E se eu puder fazer um pouco mais do que já faço como comunicadora, se está me sendo dada essa oportunidade de fazer mais, eu não devo recusar”, disse, antes de prosseguir: “Outro ponto que me fez pensar é que basta uma observação rápida para perceber que as figuras políticas da nossa cidade são sempre as mesmas; às vezes troca uma peça ou outra, mas não há uma renovação de fato”, verbalizou.
 
Ainda sobre a necessidade de mudança na forma de se pensar e fazer política, Raquel sustentou que “se as pessoas que têm boas intenções não começarem a ocupar esses espaços, esse cenário nunca vai mudar, nunca irá haver uma boa política, nunca irá existir uma política realmente voltada para o interesse da comunidade; vai ser sempre voltada para o interesse desse ou daquele grupo”.
 
Para a pré-candidata, o vereador é o primeiro elo entre o cidadão e as políticas públicas. “Hoje, quando tem um problema lá no bairro, o cidadão não vai bater na porta do gabinete do vereador, ele vai bater na porta do jornal, vai bater na porta da televisão, da rádio. Isso acontece porque o cidadão não se sente representado, ele não sente que ali tem alguém preocupado em resolver a situação dele. Então, ele procura a imprensa. Mas, não deveria ser assim, porque o vereador é o primeiro elo. Eu me lanço pré-candidata neste momento para ser esse elo”, disse a jornalista.
 
Raquel Gonçalves destacou que tem como meta, caso eleita, conduzir um mandato participativo, um mandato em parceira com a sociedade. “Minha bandeira principal, o que eu defendo, é um mandado participativo. Eu quero lançar um aplicativo que irá se chamar ‘minha vereadora’, e nessa ferramenta o cidadão irá acompanhar as ações do meu gabinete, e não apenas acompanhar as votações, ele será um coparticipante, ele vai poder dizer se é favorável ou não a aprovação de determinado projeto. Ou seja, o cidadão vai votar comigo”, explicou.  
 
Raquel explicou que o aplicativo será interativo e o cidadão poderá fazer denúncia de qualquer ponto da cidade. “Se o cidadão estiver passando em uma rua, vir um buraco, uma lâmpada queimada, já tira uma foto, faz um vídeo e já gera uma demanda. Por que eu pensei nisso? Porque no jornalismo eu sempre fui pautada pelas demandas da sociedade, as pessoas têm os seus problemas, as suas mazelas e vão repassando para a gente. O que eu quero é criar esse hábito de as pessoas passarem essas demandas lá no gabinete pro vereador, porque a gente encurta o caminho pra solução. Ao invés de ligar na rádio pra reclamar que a rua dele tá sem iluminação, mandar mensagem na TV, ele vai mandar direto para o vereador, que já vai buscar a solução”, disse, antes de concluir: “o mandato participativo é o que eu defendo com veemência, porque o que eu quero é que as pessoas se sintam representadas e tenham essa liberdade e esse elo com o seu representante, que é como deveria ser na minha visão”, concluiu.  
 
Sobre como será a sua campanha, Raquel Gonçalves revelou que gostaria muito de poder ir as casas, sentar, tomar um café, conversar, olhar nos olhos das pessoas para que elas sentissem confiança naquilo  que ela diria. O que não vai acontecer pelo momento conturbado que a cidade está atravessando.  “Eu gostaria muito de fazer essas visitas. Porém, nós estamos no meio de uma pandemia, a minha visão pessoal é a de que a gente nem devia ter uma eleição agora. Mas, já que teremos, eu vou pra ela e vou ocupar o meu espaço na urna. E aí eu gostaria muito que essas pessoas entendessem que eu não vou passar nas casas. Eu não vou colocar em risco a saúde dos outros em meio a uma crise sanitária, em meio a uma pandemia”, afirmou.  
 
Sobre as eleições, a candidata revelou que acredita que será alto o número de abstenções em razão do cenário de pandemia. “Gostaria que as pessoas pensassem um pouco na importância de votar. Eu acredito que teremos uma abstenção recorde nesta eleição. Eu sei que muita gente não está preocupada com política, com eleição. O mundo político está pegando fogo, mas muitas pessoas não estão nem aí, porque sobreviver a este ano louco está muito pesado. Mas, é bom que se pense porque essa tempestade vai passar e quando a calmaria vier, a gente precisa saber pra onde é que o nosso barco está indo. Aonde é que nós vamos chegar”, pontuou.