Com um evento ocorrido num auditório da Faculdade Porto, da Fundação Getúlio Vargas, uma instituição particular em Porto Velho, na noite desta quinta-feira, 13, mais um partido político dá sinais de que chegou realmente à Rondônia. A legenda, que ainda não foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é uma iniciativa que já existe há mais de três anos no país inteiro.

 

Trata-se do Partido Novo. A legenda se apresenta como diferente de todas as outras, como a afirmação de que a sigla não é formada por políticos.

 

O partido foi fundado por um grupo de cidadãos comuns, em sua maioria profissionais autônomos, em São Paulo, capital. Um dos fundadores do Partido Novo é João Dionísio Amoedo, ex-executivo do Bank Boston e atual membro do conselho de administração do banco Itaú, sendo também o presidente nacional na nova agremiação política.

 

A legenda tem uma ideologia que poderia ser identificado como de direita, pois é liberal na Economia. O partido defende a ideia do “Estado mínimo”, o livre mercado e a gestão pública semelhante à de uma empresa privada, como metas a longo prazo, cortes de custos e planejamento estratégico.

 

Em Rondônia, o partido é liderado pelo advogado Fabrício Jurado, que não é político de carreira e nunca concorreu a cargo público. No encontro desta quinta, o líder do Partido Novo no Estado apresentou os ideais da legenda para um público formado, em sua maioria, de cidadãos comuns, sem cargos públicos.

 

Ainda não se sabe quanto o Tribunal Superior Eleitoral vai, de fato, liberar a legenda para que o partido possa ter candidato, incluindo em Rondônia. O partido já atendeu às exigências da Justiça Eleitoral para a criação de uma nova agremiação, como o recolhimento de cerca de 500 mil assinaturas. Os militantes da sigla espera que já possam lançar nomes para concorrer nas eleições de 2016.

 

Em breve, ainda de acordo com militantes, o Partido Novo promoverá um encontro semelhante no Cone Sul.