A equipe do prefeito Zé Rover (PP), reagiu com ironia às denúncias veiculadas na imprensa local por um ex-assessor que não quis se identificar, e que teria prestado depoimento na Polícia Federal sobre fatos envolvendo a gestão do vilhenense. De acordo com o denunciante, ele foi chamado a prestar depoimento por agentes da PF que nunca havia visto na cidade.
Ao contatar a assessoria do prefeito, o site conversou com o jornalista Luís Serafim, que garantiu: “Se houver qualquer investigação, seremos os primeiros a informar. O prefeito também está à disposição das autoridades e, como sempre, dará informações se elas forem solicitadas”.
Sobre o tal assessor, Serafim levou na esportiva: “O fato dele sair espalhando por aí a identidade de alguém que estaria sendo investigado não condiz com a discrição da Polícia Federal”, disse, referindo-se ao fato de o servidor se negar a revelar o conteúdo do interrogatório, mas contar quem seria o alvo da suposta ação policial.
Após a entrevista com o secretário de Comunicação, o site entrou em contato com o locutor Paulo Cezar Duarte, que atuou nos dois mandatos de Rover e chegou a ser considerado o “suspeito número 1” de ter dado as declarações à imprensa. Ele confirmou: foi mesmo “convidado”a prestar esclarecimentos na PF.
O comunicador, no entanto, disse que em nenhum momento afirmou que a Federal estaria investigando o prefeito. Segundo ele, as informações solicitadas dizem respeito a apuração sobre um caso aparente de crime eleitoral, supostamente cometido no ano passado.
Duarte revelou que as perguntas que lhe foram dirigidas tentavam obter detalhes sobre a campanha do vereador Vanderlei Graebin (SD) a deputado estadual, com o apoio de Rover. “Mas não pude colaborar porque, na campanha de 2014, eu não estava mais no cargo”.
MERENDA
Durante a disputa, Graebin chegou a ser denunciado por supostamente usar parte da merenda escolar da rede pública municipal em sua campanha. A denúncia sobre tal ilegalidade foi feita por uma professora a uma emissora de rádio. Neste caso, ainda que indiretamente, Rover também pode ser atingido, caso as irregularidades que beneficiaram o parlamentar (que perdeu a disputa) sejam confirmadas pelas investigações.
EXONERAÇÃO
Duarte fez questão de lembrar que fez parte da equipe de Rover a convite do próprio mandatário. “Vim trabalhar em sua primeira campanha com o caminhão de som cedido a ele pelo Expedito Júnior, com que estou há muitos anos”.
Após a vitória no pleito de 2008, o locutor recebeu uma portaria executiva e ficou na função até o ano passado. Teria sido dispensado quando deixou claro que manteria a fidelidade a Expedito, contrariando Rover, que estava com Jaqueline Cassol na disputa pelo Governo.
SEM MÁGOAS
Paulo Cezar garante que não guarda mágoa do prefeito e mantém a mesma opinião de que ele é competente e faz um bom trabalho em Vilhena. “Não sou incoerente para negar o que dizia até pouco tempo atrás. Fiquei chateado pela forma como fui exonerado, mas tenho consideração e respeito pelo Zé”.