Alvides estava em estado terminal e deveria ter sido internado hoje
 
Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE conversou com uma neta da aposentada Zuleima Brustolin Poletto, de 75 anos (FOTO), que foi assassinada a tiros pelo marido, Alvides Antônio Poletto, da mesma idade, na manhã desta sexta-feira, 17, no bairro Assossete, em Vilhena (CONFIRA AQUI).
 
De acordo com a entrevistada, o casal havia chegado ontem à noite de Cacoal, onde Alvides fazia tratamento contra o câncer que o atingiu em três lugares. A própria neta, junto com a mãe dela, tinha deixado os dois em casa, após apanhá-los na rodoviária, onde o idoso já chegou demonstrando grande irritação.
 
A neta revelou ao site que Alvides era bastante agressivo com a esposa e que, antes de ser diagnosticado com câncer três anos atrás, já havia tentado se matar com um tiro na própria cabeça, mas sobreviveu. “Ele não tratava bem a minha avó”, disse a garota.
 
A jovem contou que, quando a polícia chegou na casa onde Zuleima já estava morta, o autor do crime teria dito que a motivação era “chifre”, acusação que toda a família desmente. “Minha avó havia ficado dez dias em Cacoal acompanhando ele, dormindo numa cadeira, e não foi a primeira vez. Ela vivia em função dele, nunca houve traição nenhuma, a não ser na mente do meu avô”, argumentou.
 
Hoje pela manhã, o ex-caminhoneiro deveria ter sido internado no Hospital Regional de Vilhena, já que tinha vindo de Cacoal com encaminhamento neste sentido. Mas, antes disso, resolveu dar cabo da companheira, com a qual viveu por 58. anos. Ele a executou com um único tiro na testa, no momento em que a idosa estava distraída.
 
Após ser preso em flagrante, Alvides foi internado no Hospital Regional, já que seu quadro é exatamente grave e os próprios médicos que o atendiam lhe deram pouco tempo de vida