Chegaram em Vilhena na sexta-feira, 20, e seguiram para Pimenta Bueno na manhã de ontem os três homens acusados de assassinar a jovem Katia Maria Saldanha, de 26 anos. A estudante de Fisioterapia cujo corpo foi encontrado às margens da BR 435, havia sido seqüestrada em Pimenta e teve o pescoço cortado por um dos homens que a mantinham prisioneira dentro do próprio carro.
Uma viatura do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) do Mato Grosso chegou com os acusados Jânio dias de Oliveira, de 32 anos, conhecido como “Titela”, Claudinei Alves de Freitas, 31, vulgo “Nei” e Rafael da Silva Costa, 23, apontado com o autor da execução. Durante os três dias de permanência na cidade, o trio foi mantido numa cela do Centro de Ressocialização Cone Sul, presídio que fica fora da área urbana. Ontem, um veículo da polícia de Pimenta Bueno levou os três numa operação discreta. Naquela cidade corre o inquérito policial que investiga o crime, que provou comoção em todo o Estado e que foi caracterizado como latrocínio (roubo seguido de morte).
O FOLHA DO SUL ON LINE ligou para a unidade prisional de Pimenta Bueno e conversou com o diretor do estabelecimento, Éder Lúcio. Ele disse que os três homens estão bem, mas preferiu não dar mais detalhes para garantir a segurança.
O agente penitenciário admitiu que existe o risco de alguma ação contra os acusados, já que o clima de revolta na cidade ainda persiste, em virtude da brutalidade empregada contra a jovem Katia, cuja família é bastante conhecida na região. “Nosso trabalho é garantir a integridade dos presos, conforme prevê a lei”, avisou Éder, encerrado a conversa “por motivo de segurança”.
Autor:
Edeblandes Ortis
Fonte:
FS
Publicado em 23 de Dezembro de 2013, às 11:06