“Larga essa mulher, porque a relação de vocês ainda vai acabar em tragédia”, diziam amigos
Em contato com o FOLHA DO SUL ON LINE na manhã deste sábado, 23, uma irmã do jovem Alessandro Pereira, 27, assassinado a tiros por uma ex-namorada esta semana, em Vilhena, resolveu dar a versão da família sobre o trágico acontecimento (ENTENDA AQUI).
Segundo a entrevistada, a relação do irmão com a mulher de 36 anos que viria a matá-lo já começou tumultuada: ela teria convencido Alessandro a deixa o emprego e usar o dinheiro do acerto trabalhista para comprar um carro e trabalhar como motorista de aplicativo.
Durante a gravidez da namorada com a qual passou a viver, Alessandro teria descoberto que ela o traía. Inclusive, em mensagens de celular, a mulher dizia ao amante que o filho era dele e Alessandro teve acesso a esse material.
Segundo a irmã, o casal brigava com brigava frequentemente e com violência, a ponto de amigos e parentes aconselharem o rapaz: “larga essa mulher, porque a relação de vocês ainda vai acabar em tragédia. Um de vocês vai matar o outro”.
Uma das brigas mais violentas aconteceu quando Alessandro, que trabalhava como segurança à noite, aproveitou o dia de folga e ligou avisando que iria buscar o filho dele com a mulher. Irritada, ela teria dito que o menino estava doente e disparado: “você não é homem de vir aqui”.
Alessandro foi e, lá, descobriu que a companheira dizia ao amante que o filho não era dele, ao visualizar as mensagens no celular da ex-parceira, de quem já havia se separado. A discussão entre os dois esquentou e Alessandro desferiu golpes de faca na garganta da mulher.
Outra briga violenta foi quando Alessandro encontrou a filha da ex, garota que hoje está com 21 anos, usando drogas na casa e disse que não queria o filho sendo criado naquele ambiente.
Aliás, relata a irmã, Alessandro suportava o temperamento explosivo da ex por causa do filho. Ele, inclusive, chegou a levar o garoto, ainda bebê, para a fazenda a cerca de 150 km de Vilhena, onde estava trabalhando no início do ano passado. A mulher ia até lá e os dois ficavam juntos.
Apesar de todos os conselhos, o rapaz ainda manteve o relacionamento explosivo até o episódio das facadas, quando ele resolveu, nas palavras da irmã, “tocar sua vida” e arrumou uma namorada.
A entrevistada acusa a mulher que matou o irmão de infernizar a vida dele e não permitir que Alessandro mantivesse nenhum relacionamento amoroso. Uma delas, inclusive, terminou o namoro após ser ameaçada pela ex.
NO DIA DO CRIME
Segundo a irmã, no dia em que foi morto, Alessandro teria ido à casa da ex para pegar leite para o filho dos dois. Ele estava usando a bicicleta da namorada com quem o menino havia sido deixado.
A irmã diz não saber o que levou à discussão entre o casal, que evoluiu para a tragédia, mas revela o testemunho de vizinhos, segundo os quais não houve briga. “Eles disseram que não teve discussão e que ouviram apenas os tiros que mataram meu irmão”, conta.
Os celulares da autora do homicídio e da vítima foram recolhidos pela polícia e, segundo a irmã do rapaz assassinado, ajudarão a revelar o que aconteceu.
MORTE DO PROFESSOR
A irmã disse que, um dia, após beber, Alessandro (que não era usuário de drogas, segundo ela) confessou o que o levou a matar um professor quando ainda era menor de idade. Ele chegou a ficar oito meses preso por causa deste crime.
Alessandro teria dito que, no dia do ocorrido, o professor o drogou e lhe deu bebidas, levando-o para casas noturnas. Ao fim da noite, o educador levou o então adolescente para sua casa, onde tentou manter relações sexuais com ele.
“Meu irmão recusou e disse que não era homossexual. Ele tinha uma namorada na época. O professor então começou a xingá-lo de um monte de coisas, inclusive de ‘preto vagabundo’, e teria sido essa a motivação”, finalizou a entrevistada.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 23 de Abril de 2022, às 09:48