Diretor do Hospital de Base de Porto Velho, cargo que ocupou durante quase dez anos, o médico Amado Rahall estará em Vilhena na próxima sexta-feira, para acompanhar pessoalmente a apuração da morte de sua sobrinha, Abla Rahall, assassinada na Cohab no dia 27 de abril. O corpo dela, que era web designer, foi encontrado pendurado numa corda, mas a polícia descobriu que o aparente suicídio, na verdade, é um assassinato.
Em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, por telefone, Amado, um dos profissionais de saúde mais respeitados do Estado, disse que a família não vai deixar o crime sem punição. “Não vamos apontar culpados, pois isso é trabalho da polícia, mas de uma coisa pode estar certo: o autor dessa barbaridade não ficará impune”.
O médico disse que, uma semana antes de ser morta, a sobrinha esteve na casa dos pais, em Porto Velho. “Ela estava alegre e não nos relatou nenhum problema ou ameaça”, revelou. Segundo Rahall, Abla, que era viúva, havia se mudado para Vilhena contrariando a família. “O marido dela, que é caminhoneiro, tem base aí. Então, mesmo a gente pedindo para ela não se mudar, não houve jeito”, disse, referindo-se ao atual companheiro da vítima, que já foi ouvido e, embora tenha prometido colaborar com a polícia, é tido como um dos suspeitos da execução com requintes de crueldade.
A filha da designer, de 11 anos, que encontrou seu corpo, vai ficar sob os cuidados do avô, o empresário Ghasser Rahall, em Porto Velho. Amado reforça a disposição da família para não deixar o homicídio passar em branco: “Se for preciso, contrataremos um advogado para acompanhar este caso e garantir que o assassino vá para a cadeia”.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 07 de Maio de 2013, às 12:12