Josafá e Naré negam irregularidades em autarquia

Ex-diretores titular e adjunto do SAAE, o advogado Josafá Bezerra e o servidor público Guilherme Naré visitaram a redação do FOLHA DO SUL ON LINE na manhã deste sábado, 27. Os dois vieram falar sobre a recente oepração da Polícia Civil, que recolheu documentos na autarquia a fim de investigar denúncias feitas por um servidor.
Josafá e Naré se disseram incomodados com os comentários sobre possíveis desvios e atos de corrupção na gestão deles à frente do SAAE. “Vivemos um momento em que a simples acusação de alguém, independente de ser verdadeira, já mancha o nome que a pessoa levou uma vida inteira para construir. Mas estou totalmente tranqüilo, pois não cometi ilícito nenhum”, garante Josafá.
Naré reforça a posição do companheiro e lembra mora em Vilhena há 50 anos, sem jamais se envolver em ilegalidades. “Trabalhei em vários órgãos públicos e jamais cometi qualquer ato de corrupção. Eu e o Josafá enfrentamos esse falatório todo, mas estamos prontos para apresentar as provas de que agimos corretamente quando formos chamados a depor”, antecipa.

BOATARIA

Os dois ex-diretores dizem que, em virtude da disseminação de notícias desencontradas, acabam sendo tidos como suspeitos de uma série de crimes que não cometeram. “Os mesmos fatos estão sendo apurados por diferentes órgãos, como Polícia Civil, MP estadual e Tribunal de Contas. Cada vez que algum deles se manifesta, entendem que é uma nova prática suspeita. Pegaram um índio e um cabeça chata para transformar em bodes expiatórios, mas vamos provar com documentos que sempre agimos dentro da lei”, argumenta Josafá.

84 MILHÕES

Os ex-diretores, que garantem ter entregado os cargos para facilitar a apuração das denúncias, explicaram que o governo federal, através do Ministério das Cidades, liberou quase R$ 85 milhões para obras de saneamento e modernização do sistema de distribuição de água em Vilhena.
Segundo eles, deste total, apenas R$ 30 mil foram liberados, após técnicos da Caixa fiscalizarem o serviço feito. Como a polícia recolheu os processos, no entanto, a empreiteira não foi paga.
“Esse dinheiro todo, que muita gente queria, mas só a gente conseguiu, ao apresentar projetos viáveis, serão usadas pelos próximos prefeitos. São obras para os próximos 20 anos, portanto, nossa contribuição é essa: trabalhamos para garantir os recursos, mesmo sabendo que ele seria administrado por outras pessoas”, argumenta o advogado.