Ainda não existem denúncias contra vereadores e vice-prefeito

O jovem procurador da República em Vilhena, Daniel de Azevedo Lôbo, reuniu a imprensa da tarde desta segunda-feira, 18, e mandou o recado: nenhuma denúncia envolvendo desvio de recursos públicos na cidade deixará de ser investigada.
Lobo justificou o pedido de prisão dos ex-secretários municipais Gustavo Volmorbida (Fazenda) e Bruno Pietrobon (Gabinete), bem como do advogado Carlos Pietrobon, alegando que eles atentaram contra o estado de direito, coagindo testemunhas que seriam ouvidas pela Polícia Federal.
O procurador também fez revelações: disse que os contratos da empresa Tend Tudo, a primeira a sofrer uma devassa da PF, para prestar serviços e fornecer peças ao município, somavam cerca de R$ 6 milhões. O dono da firma, Jair José de Souza, assinou delação premiada e passou a colaborar com a investigação policial que tenta descobrir outros “esquemas”.
Daniel disse que as áreas mais atingidas pela corrupção em Vilhena são a Saúde a Educação. No primeiro segmento, ele apontou indícios de irregularidades na aquisição de ônibus escolares, mas revelou que ainda não há denúncias envolvendo o transporte terceirizado.
Quanto à Saúde, onde deve ser apurado o maior rombo, o representante do MPF disse que existem indícios claros de corrupção. A delação premiada feita por um servidor lotado na Semus permitiu à Polícia Federal comprovar várias ilegalidades.
Dizendo que “existe uma verdadeira organização criminosa atuando em Vilhena”, o procurador prometeu celeridade para apresentar as denúncias e previu que, até o fim deste ano, já haverá processos julgados na Vara Federal que funciona na cidade.
Daniel disse que ainda não há denúncias do MPF contra vereadores e o vice-prefeito Jacier Dias (PSC). Mas deixou claro que podem aparecer várias acusações contra pessoas que, no momento, ainda não investigadas. Aproveitou para conclamar os cidadãos a procurarem o órgão para ajudar no combate à corrupção.
Sobre o veterano advogado Carlos Pietrobon, que está detido no Centro de Correição da PM em Porto Velho, para onde foi transferido ontem, Lôbo endureceu: “Já temos o histórico de sua participação na política local”, revelou, acrescentando que o profissional passou a ser monitorado, o que permitiu à PF comprovar sua participação em atividades ilegais.
 Mais detalhes da entrevista com o procurador serão contados na versão impressa deste site, o jornal semanal FOLHA DOSUL. O veículo também publicará entrevista com o promotor Fernando Franco Assunção, Titular  da Curadoria da Probidade, do MPE em Vilhena.