Tão logo anunciada a construção da Rodovia Brasília-Acre, a BR 29 (atual BR 364), em fevereiro de 1960, não eram poucos os obstáculos a vencer, ainda mais dentro do prazo estipulado pelo presidente Juscelino Kubitschek para conclusão da obra: dez meses.

 Região desconhecida, mata fechada, acesso muito difícil. Foi necessário abrir diversas frentes de trabalho ao mesmo tempo e, como não havia campo de pouso para abastecê-las, só mesmo com a ajuda vinda do céu. Os suprimentos tinham de ser jogados de aviões e as equipes saíam para procurá-los no meio da selva.

 Foram construídos na região três campos de pouso. A Camargo Corrêa ficou responsável pelo campo de pouso de Vilhena. O primeiro avião a pousar nesta pista foi um DC-3 da FAB, em 4 de julho de 1960, trazendo o presidente Juscelino Kubitschek, a primeira-dama, Sara Kubistchek, e as duas filhas do casal, além de diversas autoridades e jornalistas, para a derrubada da última árvore.

 A prefeitura de Vilhena está desenvolvendo um trabalho de recuperação da memória regional. A exposição "50 Anos de História - JK em Vilhena" trará cerca de 20 fotografias da época. A mostra começa dia 16 de julho, às 19h, com um coquetel na livraria Café & Letras. Depois, a exposição seguirá para outros pontos da cidade, a exemplo de agências bancárias, escolas, paço municipal, dentre outros locais.

 Além desta exposição, a prefeitura realizará até o final do ano a inauração do Marco JK, que constará de um busto em homenagem ao ex-presidente numa das rotatórias da rodovia por ele inagurada.