O ex-senador Américo de Souza (PSL) protocolou na tarde de sábado (10) pedido de registro de candidatura à Presidência da República no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O prazo para registro de candidatura pelos partidos ou coligações terminou no último dia 5. No entanto, de acordo com Lei das Eleições, os próprios candidatos, escolhidos em convenção, podem pedir registro até 10 de julho, caso o partido não o tenha feito.
Américo de Souza declarou ter patrimônio de R$ 696 mil. Seu vice será Gilberto de Souza Leal Junior.
Com a entrada do ex-senador, o TSE recebeu 10 pedidos de registro de candidatos a presidente.
No início do mês, o PSL havia anunciado a retirada da candidatura de Américo de Souza. O motivo apresentado foi a resolução do TSE que limita a participação de candidatos a presidente nos programas eleitorais regionais.
Segundo o partido, a decisão do tribunal "desestabilizou as coligações regionais do partido", o que tornou a candidatura "inviável".
A eventual entrada do veterano candidato na corrida presidencial poderá ter reflexos em Rondônia, onde o PSL está coligado com o governador João Cahulla (PPS), que tenta a reeleição. O ex-senador Odacir Soares, presidente estadual da legenda liberal, a candidato a segundo suplente na chapa do ex-governador Ivo Cassol (PP), que concorre ao Senado.
PERFIL - Ex-senador pelo Maranhão, Américo de Souza é empresário e ministro aposentado do TST (Tribunal Superior do Trabalho). Já foi uma vez deputado federal pelo Rio Grande do Norte e outras duas pelo Maranhão, onde também ocupou os cargos de Promotor de Justiça, Secretário de Estado e Procurador Geral de Justiça.
Em 2006, foi candidato a vice-presidente da República ao lado de Luciano Bivar (PSL). Américo é bacharel em Direito, Ciências Econômicas, Administração e Ciências Contábeis e pós-graduado em Engenharia Administrativo-Econômica.
Focado no eleitorado de centro-direita, Américo tem como principal proposta de governo uma ampla reforma tributária. Em entrevista recente, defendeu privatizar tudo que é do Estado, como rodovias, escolas e hospitais. A ideia mais original é unificar todos os impostos do país num tributo único.
- A minha proposta é de criar um tributo único de 10% sobre recebimento de valor, seja de pessoa física ou de pessoa jurídica, e acabar com todos os impostos: imposto de renda, IPVA, IPTU, INSS. Todos serão eliminados.