Atualmente exilado político na Bolívia, o empresário Mário Calixto Filho, dono do jornal O Estadão do Norte, chegou a circular pelo Brasil com o nome falso de Mário Teixeira da Cruz. Ele tinha carteira de identidade, título de eleitor e certidão de nascimento falsos.
Recentemente, Mário Calixto foi denunciado pelo Ministério Público Federal por envolvimento na falsificação de mais de R$ 3 milhões que seriam utilizados para comprar votos nas eleições de 2010.
O dinheiro foi encontrado pela polícia num sítio pertencente ao empresário em Candeias do Jamari.

Entre outras penas, Calixto foi condenado pela Justiça Federal por enviar ilegalmente quase R$ 1 milhão de dólares para os estados Unidos.
Antes de aparecer na Bolívia portando um salvo-conduto como exilado político, o empresário esteve preso em Porto Velho. Alegando doença, ele foi transferido para o Prontocor, hospital de seu compadre José Augusto, de onde saiu pela porta da frente após saber que seria transferido para um presídio federal.
A última informação sobre o dono do jornal O Estadão, que era suplente do senador Amir Lando e acabou assumindo sua vaga por alguns meses, quando o titular foi nomeado ministro da Previdência, é de que ele ainda se encontra foragido na Bolívia e teme deixar o país como medo de ser preso pela Interpol.