“Muita tem gente tem medo, e outros mostram preconceito, mas eu levo na esportiva”
 
Após mais de uma década trabalhando como empregado, o marceneiro Marcos Vinícius da Silva Lourenço decidiu, há dois anos, investir no próprio negócio e fundou uma fábrica de urnas funerárias em Vilhena.
 
Funcionando no Setor Industria, a empresa atualmente vende cerca de 200 caixões por mês, mas prevê um aumento da demanda por causa da pandemia de Covid-19, que fez disparar o número de óbitos em algumas regiões.
 
Marcos conta que, em sua empresa, além dele, trabalham outras cinco pessoas. A firma compra as peças em Ponta Grossa, no Paraná, e monta as unidades. Para que o caixão fique pronto, é preciso lixar e pintar a madeira, além de retoques, como a colocação do forro e das alças. 
 
Atendendo atualmente os Estados de Rondônia e Mato Grosso, e começando a entrar no Acre, a indústria vilhenense está negociando um lote de caixões para Manaus, epicentro da pandemia e onde o produto está em falta. “Nós mesmos vamos entregar lá”, revelou o empreendedor, em entrevista por telefone ao FOLHA DO SUL ON LINE.
 
Marcos diz que, embora já perceba o aumento da procura por caixões após a pandemia, ainda não foi possível calcular o percentual que deve ser vendido a mais por sua empresa nestes próximos dias.
 
Sobre a escolha do empreendimento que, neste momento, vê disparar seu faturamento, enquanto outros segmentos enfrentam crise, o vilhenenense de 30 anos explica: “muita tem gente tem medo, e outros mostram preconceito, mas eu levo na esportiva”.