Pioneiro está no PRTB, mas partido não tem sequer candidatos a vereador
Liderança política emergente em Rondônia, o empresário Jaime Bagattoli ainda não anunciou oficialmente se será ou não candidato a prefeito de Vilhena este ano. Habilitado para a disputa ele está: não tem processos judiciais que o impeçam e é filiado a um partido político.
O pioneiro vilhenense ganhou destaque ao fazer sua estreia na política rondoniense em 2018: sem usar recursos públicos, beliscou uma das vagas de senador e, por muito pouco não decreta a aposentadoria compulsória do ex-governador Confúcio Moura (MDB), que acabou ficando com uma das cadeiras. A outra foi para o ex-deputado federal Marcos Rogério (DEM).
O ano de 2020, no entanto, não tem sido fácil para o empresário: após sua saída litigiosa do PSL, pelo qual foi candidato a senador, tentou fundar o Aliança Pelo Brasil, mas a legenda empacou. Neste momento, Bagattoli está no PRTB, do vice-presidente Hamilton Mourão, mas a legenda não terá um único candidato a vereador em Vilhena.
Enquanto Expedito Júnior (PSDB), Leo Moraes (Podemos) e outros pretensos postulantes ao Senado em 2022 percorrem o Estado apoiando candidatos a prefeitos e vereadores, Bagattoli estacionou em Vilhena. E, mesmo aqui, ainda não disse para que lado vai na cidade que é seu berço eleitoral, embora esteja sendo assediado por todos os postulantes à prefeitura.
Não bastasse a falta de ações, o magnata do petróleo e do agronegócio ainda está às voltas com outra encrenca: deverá responder processo por ter destruído uma rotatória que dava acesso à sua transportadora e ao posto de combustíveis da família.
Após viralizar na internet, de marreta em punho, quebrando o artefato de concreto, e ser transformado em meme do “Thor Amazônico”, o pioneiro submergiu. Depois voltou à tona e foi bater em Brasília, onde tirou foto com ministro e deputado, prometendo resolver o problema. Os cacos de rotatória continuam no mesmo local, sem perspectiva de uma nova.
Justiça seja feita: aos mais próximos, Jaime confessa que gostaria de disputar a prefeitura de Vilhena, mas também revela que será candidato a senador em 2022. Ele avalia que lutar por um cargo que abandonará um ano depois será “enganar os vilhenenses”.
Quanto à omissão em apoiar outros nomes, sobre isso ele não fala nada...
O OUTRO LADO
O site questionou Bagattoli, através de sua assessoria, sobre a decisão dele de não participar das eleições municipais, mas o empresário disse que não iria se manifestar sobre o assunto.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 06 de Setembro de 2020, às 08:50