Advogado adia projetos pessoais por estreia na vida pública

O jovem advogado de 27 anos, Giuliano Dourado (PDT), filho do ex-vereador vilhenense Walter Dourado, que morreu num acidente de trânsito em 2001, confirmou sua estreia na política local este ano. O profissional do Direito estudava a possibilidade, após ter recebido o convite de lideranças da cidade, que apostam na força jovem para conquistar vagas na Câmara Municipal.

Dentre as propostas que pretende apresentar, Giuliano prega reformulação no sistema atual de representação. Concorda que “há uma defasagem e uma maneira equivocada de exercer a função num cargo eletivo, principalmente em relação ao papel do vereador no atual cenário”. Acredita no eleitor como principal responsável por mudar o quadro. Como alvo para desenvolver projetos, o pré-candidato pretende levantar bandeira nas áreas da Educação e Meio Ambiente. 

Por isso, conforme explica, resolveu encarar o desafio entre muitas outras oportunidades que a carreira jurídica lhe reserva. “É uma escolha difícil, mas, por ora, abri mão de alguns projetos e estou confiante que podemos levar resposta e uma opção de voto diferente à sociedade que pede por mudanças”, destacou.  

Em entrevista à edição impressa da FOLHA, Dourado lembrou que herdou do pai, enquanto político, principalmente valores éticos e a honestidade. Na ocasião, ele ainda não tinha decidido se encararia o pleito, mas disse que, se assim fosse, seria para “fazer um trabalho com excelência”, buscando efetividade em suas ações. Mantendo o mesmo posicionamento, ele agora foca em fortalecer seu nome junto a instituições e à sociedade em geral, a fim de popularizar suas propostas no período de pré-campanha. 

ATENTO ÀS MUDANÇAS
Atento ao perfil do eleitorado, que tem se posicionado de forma intolerante quanto aos desmandos presentes nas diversas esferas de representatividade, o estreante aposta suas fichas na conscientização das pessoas. Apesar de não concordar com a proliferação de críticas sem fundamento propagadas nas redes sociais, ele defende que “uma parcela da sociedade que se manifesta está mais preocupada em eleger lideranças que façam valer seu voto nas urnas”, defendeu.