O FOLHA DO SUL ON LINE conversou com o delegado regional da Polícia Civil em Vilhena, Fábio Henrique Campos (FOTO), que interrogou na manhã desta segunda-feira, 23, o lavador de carros Kennedy Gomes, 19 anos. Ele se apresentou em companhia de advogado e admitiu ter desferido as facadas que mataram, durante o réveillon deste ano, o estudante Mateus Rezende, 17.
Conforme o homicida confesso, ele e outros dois amigos, identificados como Júlio e Tiaguinho, estavam na praça, quando começou uma briga envolvendo Mateus (a vítima fatal) e o primeiro rapaz (Júlio). Kennedy disse não saber o motivo do confronto e revelou que era ele e os dois amigos contra Mateus e mais cinco colegas.
O rapaz disse que teria agido em legítima defesa. Conforme o delegado, o garoto contou que estava apanhando e, quando foi derrubado, pegou uma faca que encontrou no chão e que não lhe pertencia. “Ele assumiu o crime, mas garante que não conhecia a vítima e que nem sabe quantas facadas deu ou onde elas pegaram”.
Além dos detalhes que culminaram no assassinato, o interrogado também contou como fugiu da cidade logo depois do episódio: teria pegado carona com um caminhoneiro até a casa de amigos. Não revelou, no entanto, em que cidade estava escondido até agora. A polícia pretende investigar as alegações de Kennedy, que são contraditórias quando confrontadas com os depoimentos de outras testemunhas do crime.
Após ser ouvido, o acusado foi recolhido à Cadeia Pública, já que havia um mandado de prisão contra ele.