Atual vice-prefeito concorre, mas não usa função na campanha
Cidade considerada uma das mais religiosas de Rondônia, concentrando rebanho protestante quase equivalente ao católico, Vilhena assiste, há vários anos, a influência de lideranças cristãs ficar maior na política a cada pleito. Neste ano, um padre (Flávio Tartari, do PSB), chegou a ser cotado como candidato a prefeito, mas acabou optando pelo altar ao invés do palanque.
Mas, como candidatos a vereador, e em contraste com os católicos, os evangélicos levam vantagem este ano: são pelo menos cinco pastores disputando uma das 13 cadeiras da Câmara. São eles: Pastor Alex Silva (PRB), Pastor Bonfim Sansão (PV) e Pastor Francis Godoy (PRB). Além deles, estão no páreo o atual vice-prefeito, Jacier Dias (PSC), que não usa qualificação em campanha, embora seja sacerdote não ativo da Assembléia de Deus, e o Missionário Tibes (PPS), que concilia a missão espiritual com o trabalho de responsável pelo cemitério.
Por causa da obediência dos “crentes” às orientações de suas lideranças (que negam sugerir nomes aos fieis), candidatos a cargos majoritários e proporcionais paparicam os religiosos e prestigiam em peso seus eventos. Na semana passada, por exemplo, não houve registro fotográfico, mas uma cena curiosa foi testemunhada pelos freqüentadores da Assembléia de Deus, ministério da Missão: separados por um banco, Rosani Donadon, o marido, Melki, e seu candidato a vice, Darci Curutti (DEM), assistia a celebração junto com o adversário, Eduardo Japonês (PV) e a vice dele, Marta Moreira (PSC), que é assembleiana.