O governo do estado de Rondônia lançou um edital de concurso para professores de diversas disciplinas do Ensino Médio, chamados de “Classe C”. São, ao todo, 1.144 vagas para educadores com curso superior (licenciatura e bacharel) em suas respectivas áreas para todo o Estado.

 

A média de vagas do edital do concurso é a de um professor por disciplina para cada município. Para o município de Cerejeiras, para dar um exemplo, há uma vaga para professor de Química. A disciplina que tem mais vaga é a de Matemática, com duas vagas.

 

Um cálculo simples deste quadro de vagas vai dizer que o número de professores a ser contratado pelo governo estadual é muito abaixo do que a educação realmente necessita.

 

Há um apagão de educadores formados e com disposição para se dedicar ao magistério. O salário (R$ 1.904,78, oferecidos no edital) é menor que o de um policial militar ou de um técnico em informática de um órgão público.

 

 

Os motivos para a contratação de poucos professores, pelo menos no edital, podem ser dois.

 

 

A primeira razão pode ser a crise financeira que o Estado está passando. Como é comum aos governos, em tempos de vaca magra economiza-se no essencial. Segundo o governo, em 2012 o Estado de Rondônia perdeu R$ 257 milhões em Fundo de Participação dos Estados, a FPE, uma verba que vem do governo federal. A estimativa do governo estadual é que este ano poderemos perder até R$ 168 milhões de FPE.

 

O outro motivo pode ser que o governo irá contratar mais educadores que o prometido no edital. Essa é uma forma que o governo encontra para não se comprometer com um documento. Depois, pode-se ir contratando aos poucos os classificados, sem ser obrigado por lei a fazê-lo.

 

Numa visita a Cerejeiras, em 23 de dezembro de 2012, o governador Confúcio Moura, do PMDB, no dia que foi tirada esta foto, disse que a causa que mais acredita é a educação. “Eu sou um governador que quero melhorar as estradas, a saúde a segurança. Mas a educação é a minha paixão. Pois a educação é que faz o cidadão crescer na vida”, disse o governador.

 

Agora, é esperar para que a educação receba mesmo mais atenção deste governo. A contratação suficiente de professores é o principal começo.