Jornalista denunciou descaso e episódio acabou na polícia
Morreu ontem à noite, aos 18 anos, no Hospital Regional de Vilhena, o padeiro Rafael Bristotti. A internação do garoto acabou virando caso de polícia quando sua cunhada, a jornalista Ellen Donadon, foi visitá-lo na unidade e se queixou de que o tratamento dispensado a ele, apesar da gravidade da situação, se resumia à prescrição de Dipirona. Relembre aqui.
O site comandado por Ellen repercutiu a morte, atribuindo o falecimento do jovem ao descaso do Hospital Regional, que não teria dado a atenção devida ao caso.
Uma fonte do HR, sob a condição de anonimato, explicou ao FOLHA DO SUL ON LINE o que aconteceu, e negou que Rafael tenha sido tratado apenas com Dipirona. “O histórico médico está aí para mostrar que ele recebeu o atendimento adequado”, revelou o entrevistado.
Embora o rapaz apresentasse os sintomas da gripe H1N1, o que só será confirmado ou desmentido com a realização de exames no material colhido em seu corpo, profissionais do hospital vilhenense levantam outra hipótese para o óbito.
De acordo com a fonte ouvida, Rafael foi consultado e mandado para casa, com a recomendação de procurar um posto de saúde caso o problema persistisse. Ele apresentava febre e dificuldade para respirar.
Na noite seguinte, o padeiro retornou em situação pior, e teria confessado a médicos que, mesmo naquele estado, teria fumado bastante narguile, uma substância tóxica, que segundo o HR, já levou várias pessoas à unidade.
O Regional evita determinar a causa da morte, mas avalia que, independente da eventual contaminação pelo vírus H1N1, o fato dele ter consumido narquile agravou o seu quadro. Um raio-X do pulmão teria mostrado o órgão interno totalmente congestionado.