Na manhã desta terça-feira, 30, o vigilante Joaquim Alves França (FOTO), tio do ex-detento Gilcimar Alves, 34 anos, assassinado a tiros no último domingo, 28, em Vilhena, compareceu à redação do FOLHA DO SUL ON LINE. O crime aconteceu no bairro São José, quando a vítima levou quatro tiros em plena luz do dia.
Joaquim, que disse ainda desconhecer a motivação ou o autor da execução do sobrinho, veio para corrigir uma informação publicada no site após a morte dele. Usando material de seu próprio arquivo, o FOLHA DO SUL ON LINE lembrou a morte de um andarilho, registrada em 2009, e assumida por Gilcimar na ocasião.
O vigilante, no entanto, nega que o sobrinho tenha violentado o cadáver da vítima, identificada na época como Francisco Santana dos Santos. “Ele realmente matou o andarilho, mas não cometeu abuso contra o cadáver”, explica o tio, acrescentando ter ouvido do próprio familiar que pretendia mesmo fazer aquilo, mas não encontrou nenhum objeto cortante para usar. “Ele matou a pauladas e esfacelou sua cabeça com uma pedra”, relembra, concluindo que o corpo foi ocultado por um amigo do homicida, conhecido como Félix Fran Cruz.
A moça que teria suscitado a vingança foi assassinada em 19 de maio de 2004. Ele foi asifixiada e teve um das orelhas decepadas. O crime aconteceu no bairro Cristo Rei.
O crime gerou grande repercussão na ocasião, pois correu o boato de que o andarilho teria tido seu pênis decepado. Joaquim explica a razão da execução: “O Francisco confessou ao próprio Gilcimar que havia matado a irmã dele num acerto de drogas. Foi isso que o levou a cometer aquele homicídio em 2009”.
França reconhece que o sobrinho “fez muita coisa errada na vida”, tendo passado por parte da juventude na cadeia em virtude de vários crimes. “Mas ele não violentou o andarilho depois de morto. Isso precisa ser corrigido, pois a família já sofre muito com sua morte. Em nenhum dos processos contra ele na justiça há qualquer acusação por estupro. Ele deixa uma filha de 16 anos”.