A mulher apresentava hematomas visíveis na região da face, especialmente no olho direito
Na madrugada de ontem, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada e compareceu ao Hospital Regional de Vilhena, onde uma mulher de 56 anos havia dado entrada na emergência apresentando lesões pelo corpo. Detalhe: a paciente aparentemente agredida é cadeirante.
O marido da mulher atendida, um homem de 39 anos, dizia estar preocupado com a situação dela, e filmava o hospital usando o próprio celular, contrariando a orientação da equipe médica, que pedia a interrupção das filmagens.
Como as imagens mostravam outros pacientes, inclusive alguns em estado crítico e em processo de intubação, os servidores da unidade queriam que a polícia fizesse o acusado excluir as imagens, mas tal procedimento exigiria a concordância do denunciado.
Foi constatado pela guarnição que a cadeirante apresentava hematomas visíveis na região da face, especialmente no olho direito, bem como na perna direita. Ela também relatava dores intensas no joelho, afirmando não conseguir movimentá-lo adequadamente.
Questionada acerca da origem das lesões, a vítima declarou que seu marido a teria empurrado da cadeira de rodas. Após fazer a acusação, a mulher manifestou expressamente o desejo de representar criminalmente contra o companheiro.
Ao ser questionado, o denunciado alegou que os fatos não ocorreram da forma narrada pela esposa. Segundo sua versão, ele e a esposa estariam ingerindo bebida alcoólica em um bar, quando precisou ausentar-se do local por determinado período, ocasião em que a vítima provavelmente teria tentado ir ao seu encontro, vindo a cair com a cadeira de rodas.
O suspeito alegou que existiria testemunha do ocorrido, porém não apresentou qualquer identificação dessa pessoa. Foi oportunizado que realizasse contato telefônico ou providenciasse a presença da suposta testemunha, entretanto ele recusou-se, informando que buscaria tais elementos posteriormente.
O suspeito acrescentou ainda que, ao retornar ao local, um conhecido teria informado que sua esposa havia caído da cadeira de rodas, sem, contudo, indicar o nome dessa segunda testemunha. Chamou a atenção o fato de que, conforme a própria narrativa do homem, esse conhecido não teria prestado auxílio imediato à vítima, apesar de ela estar caída juntamente com a cadeira de rodas, aguardando a chegada do esposo para a adoção de providências.
O investigado informou que levantou a esposa, colocou-a na cama da residência e acionou o Corpo de Bombeiros, acompanhando posteriormente o atendimento e a condução da vítima até o hospital.
Diante do conjunto de circunstâncias observadas, das lesões aparentes verificadas na vítima, da manifestação expressa de interesse em representar criminalmente contra o marido, e considerando os indícios da possível prática de violência doméstica, o denunciado recebeu voz de prisão e foi apresentado na Unisp.
Autor:
Da redação
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Publicado em 21 de Junho de 2026, às 10:11