Sem consultar nenhum dos mais de 2.200 servidores municipais, o presidente do instituto de Previdência Municipal de Vilhena, Carlos Roberto Rodrigues, o Carlão, teve seu mandato, que terminaria em junho de 2010,  prorrogado até junho de 2012.

Carlão havia sido eleito para gerir os negócios da previdência municipal por apenas dois anos mas vai ficar quatro, com um salário de R$ 4,5 mil por mês. Defendia a extinção do IPMV e o retorno dos servidores ao Regime Geral da Previdência Social, administrado pelo INSS. Pelo visto, mudou de ideia...

Para conseguir dobrar a duração de seu mandato sem se submeter a uma nova eleição, Carlão teve a preciosa ajuda da Câmara Municipal. Os vereadores de Vilhena aprovaram no final do ano passado projeto de lei feito “sob encomenda” pelo Gabinete do Prefeito para dar aspecto legal à manobra.

A edição impressa da Folha do Sul que circula no próximo sábado vai mostrar como Carlão pode ficar no cargo por até uma década e se tornar o “Hugo Chávez” de Vilhena, administrando o caixa milionário do IPMV nos próximos anos, e também qual a posição do Ministério Público sobre o assunto.