Grupo estava usando caminhonete furtada e clonada

Ainda estão detidos na Delegacia de Polícia Civil de Vilhena, os quatro índios flagrados na tarde desta segunda-feira, 14, a bordo de uma caminhonete furtada e clonada, com placas de Cuiabá (MT). Eles serão ouvidos tão logo sejam adotados os procedimentos de praxe previstos em lei para o tratamento destinado a indígenas.
Uma fonte da polícia revelou ao FOLHA DO SUL ON LINE que o grupo faz parte da etnia Enawenê Nawê, e um deles é suspeito de ter participado da morte de dois rapazes que se recusaram a pagar o pedágio cobrado de quem trafega pela BR 174, entre as cidades de Vilhena e Juína (MT). Os crimes mobilizaram a Polícia Federal, que foi até a aldeia resgatar os corpos das vítimas, executadas a tiros.
No momento em que o quarteto era mantido à espera dos trâmites burocráticos da oitiva, o comissariado da Polícia Civil recebeu uma ligação anônima com ameaças. O autor da chamada, que se identificou como morador da reserva indígena, disse que, caso os “irmãos” não fossem libertados, membros da reserva onde vivem os quatro detidos poderiam “invadir Vilhena”.
Diante do risco, os agentes que estão de folga foram acionados e permanecerão de sobreaviso para o caso de um eventual conflito.