Um internauta postou ontem, no site www.folhadosulonline.com.br, um comentário acusando um servidor da Secretaria Municipal de Trânsito (Semtran) de passar as manhãs se masturbando no banheiro do almoxarifado.
O mesmo servidor já se envolveu em outra polêmica. Há alguns dias, a imprensa relatou que ele estaria “hospedado” num apartamento “ de luxo” [teria ar-condicionado e antena parabólica] localizado anexo à Semtran.
OUTRO LADO
A reportagem apurou que, na verdade, o quarto está longe de ser luxuoso. Trata-se de um cômodo de madeira, aos fundos da Semtran. As paredes e parte do teto estão protegidas por lona para que o local não seja tomado pela água da chuva.
O secretário de Trânsito, pastor Antônio Manoel, explicou que o servidor se dispôs a permanecer no local porque é preciso alguém ficar à noite na Semtran para receber documentações e carros guinchados pela Polícia Militar que são levados para o pátio da repartição. “Apenas ele [o servidor] aceitaria ficar naquele lugar sem ônus, pois é uma pessoa sozinha. Está bom para ele e está bom para nós”.
Sobre o fato de o servidor ficar “a manhã toda se masturbando”, pastor Antônio foi taxativo: “Isso é uma mentira, estão sacaneando e denegrindo o companheiro”. O boato teria sido “plantado” por um outro servidor por questões pessoais. Recai sobre ele também a suspeita de ter sido o internauta que espalhou o boato.
Além de permanecer à noite na Semtran, o rapaz trabalha durante o dia como diretor de manutenção de sinalização viária, ou seja, basicamente coordena a instalação de placas de trânsito nas ruas da cidade.
Ele se declara portador do vírus HIV. Por conta desta situação estaria sendo vítima de perseguição dentro da própria Semtran. O servidor com qual ele tem desavenças teria, inclusive, escrito uma carta para o prefeito Zé Rover (PP) desmerecendo o trabalho do colega e pedindo que ele fosse transferido para outra secretaria. No entanto, apenas o titular da pasta, pastor Antônio, teria autoridade para se dirigir, oficialmente, ao prefeito com um pleito desta natureza.
“Estou satisfeito com o trabalho do nosso subordinado, nada o desabona e ele sabe muito bem executar as tarefas dele. Por outro lado, se ele é realmente soropositivo, eis mais uma razão para que ele não seja vítima deste tipo de coisa. Seria uma grande falta de humanidade transferi-lo sem nenhuma razão”, destaca o pastor Antônio.