Empresários poderão ter sigilos quebrados
Após seis meses, a Operação Stigma, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de corrupção na prefeitura de Vilhena chega a um ponto crucial: a recuperação do dinheiro desviado dos cofres municipais. Para isso, empresários poderão ter seus sigilos bancário e fiscal devassados por ordem judicial.
O FOLHA DO SUL ON LINE ouviu um empresário, que acompanha a atuação da PF: “Os agentes federais já dispõem de documentos, grampos telefônicos e até filmagens comprovando os crimes cometidos. Agora é hora de descobrir na conta de quem foram parar os recursos públicos”, analisa.
Segundo o entrevistado, há indícios de que firmas e pessoas físicas podem ter sido usados na “lavagem” das verbas oficiais. “E, na busca pela comprovação de um crime, a polícia pode acabar descobrindo outros. Isso porque, se a Receita Federal for acionada e a contabilidade das empresas mostrar as irregularidades, vai ter mais gente indo para a cadeia”.
Conforme o empresário, o mais seguro para quem, de alguma forma, se relacionou com pessoas já indiciadas por participação no esquema, é se antecipar à quebra dos sigilos: “É melhor revelar o recebimento do dinheiro e ajudar a recuperá-lo do que ser denunciado como cúmplice da suposta organização criminosa”, argumenta.
EMPRÉSTIMOS
Embora não tenham sido tornados públicos os documentos que fariam a ligação entre os agentes públicos e o empresariado, segundo a fonte ouvida pelo site, é grande a possibilidade de que eles apareçam. E, caso isso aconteça, o empresário terá que provar que não sabia da procedência do dinheiro obtido através de empréstimos. Já quem colocou o capital a juros em firmas locais precisará atestar sua origem através de documentos fiscais.