Assessoria da prefeitura diz que produto já foi comprado
A família do empresário Eder Roncari, internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Vilhena há três dias, procurou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE e relatou que o empresário corre risco de morte por falta de medicamentos. Roncari foi intubado depois de ser diagnosticado com Covid-19, e seu drama foi relatado por este site (LEMBRE AQUI)
Segundo Maristela Roncari, irmã de Eder, no hospital não há a medicação indicada para manter a sedação suficiente para que possa ser realizada a fisioterapia pulmonar, que é quando o paciente é colocado de bruços para que o pulmão possa ter uma maior expansão, o que ajuda na recuperação do paciente.
“Nos disseram que o medicamento está em falta no país inteiro, mas em todos os hospitais estaduais e particulares que ligamos tem e, inclusive, através de um deputado, conseguimos algumas ampolas emprestadas, mas é suficiente só por algumas horas”, relatou Maristela.
Além da falta do medicamento, a irmã se queixou da forma como a família foi informada pelo médico sobre o estado clínico de Eder, que segundo ela, após ser transferido para a UTI do Hospital Regional, apresentou piora.
“O médico falou que meu irmão tá mal e que pode morrer a qualquer momento, com essas palavras, como se estivesse falando de um animal. Imagina uma mãe ouvir isso dessa forma sem nenhuma humanidade”, lamentou a jovem.
Diante das informações, a reportagem do site falou com a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal, que de imediato respondeu a solicitação, mantendo a afirmação de que o medicamento está em falta em todo o país, como nos Estados de Santa Catarina e Ceará, bem maiores que Rondônia, que também sentem os efeitos desse desabastecimento causado pela alta demanda.
Ainda segundo a assessoria, no vizinho Paraguai, inclusive, a falta do remédio contribuiu para recente convulsão social que acabou na demissão de ministros e que, de fato, é um problema internacional.
Por fim, informaram que a prefeitura fez a compra do medicamento e até o momento tinha sido suficiente, com alguns reforços de doses doadas.
“Nesta semana nova compra foi contratada pela Secretaria Municipal de Saúde e a empresa está no prazo de entrega, podendo fazer o descarregamento na cidade nos próximos dias, no entanto, a falta do remédio não causa morte, necessariamente, mas impede, de fato, a posição prona (de bruços), que ajuda no tratamento. Contudo, os demais medicamentos e procedimentos estão sendo aplicados normalmente pela equipe”, afirmou a assessoria.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 13 de Março de 2021, às 09:15