Polícia Federal em Vilhena é acionada
O FOLHA DO SUL ON LINE conversou por telefone, na manhã desta quinta-feira, 10, com a irmã de um dos rapazes seqüestrados por índios da etnia Enawenê Nawê, quando vinham de carro da cidade de Juína (MT) até Vilhena. Os dois foram capturados ontem após disparar tiros contra um pedágio dos silvícolas, montado num trecho da BR 174.
De acordo com Márcia Mendes, o irmão, Marciano Cardoso Mendes (DE BONÉ), 27 anos, havia sido convidado pelo amigo, Genesis Moreira dos Santos, 24, para acompanhá-lo na viagem. Os dois passariam por Vilhena e iriam até Buritis. O mais jovem, que trazia R$ 15 mil consigo, iria comprar roupas para vender em Juína. “Ele foi chamado para ajudar a dirigir. Estava recebendo seguro-desemprego após sair do frigorífico JBS de Juína, onde trabalhava”, detalhou.
Márcia, que tem parentes em Vilhena, escalou uma tia, que está acionando a Polícia Federal na cidade, a fim de resgatar os corpos dos dois rapazes, que teriam sido mortos pelos índios.
Segundo contou a entrevistada, após a captura, o irmão e o amigo teriam sido levados para a aldeia. Porém, um funcionário da Funai, que atua na reserva, teria convencido os índios a entregar os dois na Polícia Civil de Juína.
No meio do trajeto até a cidade matogrossense, um desentendimento teria acontecido e ambos os jovens acaram mortos a tiros pelos índios. Esta, segundo Márcia, é a versão contada pelo servidor da Funai, que teria testemunhado as execuções.
Agora, a família das supostas vítimas querem que a PF entre na reserva indígena de 700 mil hectares para confirmar se as mortes realmente aconteceram e resgatar os cadáveres.