Segundo parlamentar, titular da Semed teria cometido crime ambiental
“Irresponsável foi ele”. Esta foi a reação do vereador Carlos Suchi (Podemos) à entrevista do prefeito Eduardo Japonês (PV) a este site, na qual ele classificou como “sensacionalista” a denúncia apresentada pelo parlamentar sobre o fornecimento de um lote de “carne estragada” a uma escola rural em Vilhena. Lembre aqui.
Suchi apresentou o documento assinado pela diretora do colégio, que fica no distrito de São Lourenço, no qual a educadora afirma que o produto estava realmente impróprio para o consumo. “Com base nesta informação, não apenas denunciei o caso na Câmara, como também acionei o Ministério”.
O parlamentar disse lamentar a precipitação do prefeito em acusá-lo publicamente, baseando-se em informações falsas. E disse que, ao conversar sobre o assunto com o secretário de Educação, Clésio Costa, ele teria admitido que a carne estava mesmo estragada.
Aliás, a incineração de carne, de maneira irregular, num terreno baldio, conforme informou o próprio Clésio, mostra que bom para consumo o produto não estava. “Se isso ocorreu desta forma, fica configurado um crime ambiental. O correto era acionar a Vigilância Sanitária e analisar todo o lote. Ao invés disso, ele liberou o consumo do restante. Mas, e se a carne estragada tivesse contaminado a outra?”, questiona.
O vereador aproveitou para dizer que este não é um problema isolado na Semed sob a gestão de Clésio: “Estamos com problemas envolvendo professores que enfrentam crises de depressão por causa daquele projeto de gestão democrática mal elaborado por ele”.
Suchi garante que agiu dentro de suas atribuições e voltou a rebater o prefeito pela leviandade de tentar censurar seu trabalho: “Recebi a denúncia e adotei as medidas necessárias para evitar o risco para os alunos. Não me arrependo disso e pretendo continuar investigando todas as denúncias que chegarem até a mim”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 09 de Novembro de 2018, às 15:08