A demissão de mais de 200 funcionários do frigorífico Friboi de Cacoal, pertencente ao Grupo JBS, permanece um mistério. Nenhum representante da empresa fala abertamente sobre o assunto.
Até mesmo o sindicato da categoria mostrou certa resistência em tocar no assunto, mesmo depois de dez dias de efetivadas as demissões. Segundo um ex-funcionário, o anúncio da demissão em massa pegou de surpresa os colaboradores da empresa.
Esta semana, os mais de 200 empregados demitidos estarão na sede do SINTRA-INTRA-RO, sindicato da categoria em Cacoal, para a homologação coletiva das demissões e o acerto financeiro com a empresa. O sindicato ficou de confirmar a data para a homologação, que deve ocorrer nas próximas horas.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de Rondônia (Sintra-Intra), José Nilton Neres Santos, alguns funcionários foram transferidos para Pimenta Bueno, onde funciona outra unidade do grupo, com capacidade de abate de até 1000 cabeças de gado, enquanto em Cacoal, a capacidade era de 450 cabeças por dia e ultimamente estava matando menos de 300.
Segundo Nilton, o motivo do fechamento alegado pelo JBS teria sido a queda na oferta de gado para abate no Estado. Em Cacoal, com a desativação de toda a produção, permanecerá apenas o escritório de compra e venda de gado.
Embora os responsáveis pelo grupo JBS não falem no assunto, entre alguns compradores e vendedores de gado há rumores de que a empresa estaria dando prioridade para a unidade de Pimenta Bueno, que é mais moderna e bem-equipada.
VILHENA – Em contato com uma funcionária da unidade do Friboi em Vilhena (FOTO), O FOLHA DO SUL ON LINE foi informado de que não há qualquer notícia sobre eventual paralisação das atividades da indústria. Como a empresa dispõe de um departamento específico para relações com a imprensa (que não foi possível contatar), a empregada disse que não falaria oficialmente, mas deixou claro que não existe planos para o fechamento do complexo local.