Sentença transitada em julgado, garantida após ação de cobrança impetrada pelo jornalista Paulo Mendes, para receber direitos trabalhistas, pode ter um final vergonhoso para a prefeitura de Vilhena.

O jornalista entrou com ação no fim de 2012, depois de pedir exoneração do cargo de secretário adjunto de Comunicação e esperar durante cinco meses que a prefeitura pagasse amigavelmente seus direitos.

Como a dívida não foi quitada, mesmo tendo sido realizada a rescisão contratual a pedido do jornalista, Mendes entrou na justiça comum (já que ocupava cargo de confiança) para receber o que julgava ser seu direito. A sentença foi proferida pelo juiz substituto Fabrizio Amorim de Menezes, no dia 13 de novembro do ano passado, determinando prazo de 60 dias para que a prefeitura realize o pagamento, sob pena de sequestro de bens para garantir a quitação do compromisso.

Paulo Mendes conta que depois que pediu exoneração, o prefeito pagou mais de uma centena de rescisões, inclusive recontratando assessores. Ele afirma que houve “perseguição política”, uma vez que depois que deixou a assessoria de Rover, passou a denunciar possíveis irregularidades em sua administração. “O prefeito vem agindo como um ‘piá pançudo’, que fez bico porque passei a denunciá-lo”, afirmou Mendes.

Assessores de Paulo ligados ao prefeito tentaram resolver a questão amigavelmente, mas ninguém conseguiu persuadir Rover a aceitar o acordo. O jornalista vem reunindo provas e já acionou seu advogado para entrar com ação por danos morais contra o prefeito e o município, alegando que houve discriminação na ordem dos pagamentos das rescisões.