Corte na nuca por pouco não foi mais grave: caso gerou boletim de ocorrência
 
O jornalista Petter Vargas publicou em suas redes sociais nesta quinta-feira, 14, detalhes de um ataque que sofreu em Vilhena. Enquanto almoçava, o profissional da imprensa foi surpreendido por um andarilho que começou a se servir em sua mesa, sem autorização. Ao questionar o indivíduo, Petter foi alvo de empurrões, socos e de uma facada no pescoço. Por sorte, a lâmina não atingiu nenhuma artéria, tendo causado apenas corte superficial.
 
“Foi um fato inusitado. Fui vítima de uma tentativa de homicídio por uma pessoa em situação de rua. Eu e meu irmão estávamos almoçando num restaurante no Centro da cidade e pouco depois nos levantamos para nos servir, quando um andarilho foi na nossa mesa beber nosso refrigerante. Fui questionar ele porque estava fazendo aquilo e ele começou a me agredir, me empurrando. Me irritei muito e empurrei ele de volta. Na sequência, ele veio para cima de mim e, para me defender, começamos uma briga com socos. De repente, ele pegou uma faca e me desferiu uma facada no pescoço. Em seguida os que estavam no restaurante conseguiram segurá-lo, apesar de ele ainda tentar dar outra facada, sem sucesso”, descreve Petter.
 
O jornalista explica ainda que o agressor fez ameaças após ser contido. Levado para o atendimento médico, Petter garantiu que os ferimentos não foram graves. “Meu irmão me levou para a UPA 24h e, graças a Deus, foi um corte superficial. Mesmo assim, registrei um boletim de ocorrência. Estou bem e sigo firme. Agora sobre esse andarilho, espero que a Polícia tome as providências, lembrando que não levo ódio nem rancor dele. Vou seguir minha luta e trabalhar normalmente. Obrigado a meus irmãos e minha namorada, Luciana, que assim que souberam do ocorrido me procuraram preocupados. Deus está no comando”, disse.
 
A violência em Vilhena vitimou nos últimos 10 anos pelo menos 420 pessoas até o momento. Houve uma escalada até meados da década passada: 2013 (29 homicídios), 2014 (38), 2015 (58) e 2016 (63), seguida de uma queda pontual no ano seguinte, sendo 2017 (37 homicídios), com aumento paulatino irregular até hoje 2018 (52) e 2019 (32), 2020 (44) e 2021 (47). Neste ano de 2022 já passam de 20 os homicídios, mantendo média dos últimos dois anos.