Poderá ser levada ao ar amanhã de manhã, na edição estadual do programa “Fala Rondônia”, apresentado pelo deputado Euclides Maciel (PSDB) na Rede TV, o desentendimento entre os jornalistas Júlio Olivar e Noel Nascimento, ocorrido ontem durante a festa de aniversário do prefeito Zé Rover (PP), comemorado no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) de Vilhena.
Segundo Noel, ele e sua equipe foram impedidos por Olivar, que é assessor executivo de Rover, de registrar o evento. O repórter, que também apresenta a edição local do “Fala Rondonia”, disse que o jornalista (colaborador do jornal FOLHA DO SUL), teria tentado intimidá-lo e, em dado momento, chegou a bater no microfone para impedir uma entrevista com o prefeito.
Olivar, por sua vez nega que tenha usado a força contra Noel. O jornalista diz que apenas orientou o comunicador a aguardar o momento certo para entrevistas. Júlio garante que Rover falou com toda a imprensa que foi ao CTG registrar a comemoração. O assessor enviou uma nota aos veículos de comunicação dando sua versão sobre o episódio. CONFIRA ABAIXO.
Ao ler o texto do “colega” enviado para a imprensa, Noel fez alguns esclarecimentos. O repórter garante que jamais atacou Olivar pessoalmente e também não anunciou o cancelamento da festa. Segundo ele, ao tentar entrevistar Rover já com a câmera ligada, repetiu um procedimento padrão em situações onde há muita gente. “Se eu fosse esperar mais, não conseguiria entrevistar o prefeito para o programa, que iria ao ar em instantes naquele dia”, argumenta. Nascimento também diz não ter nada contra Júlio, mas reafirma que foi impedido de trabalhar. Garante, no entanto, que esse tipo de atitude não vai intimidá-lo. O repórter diz que se as imagens do assessor foram ao ar sem autorização, o próprio Júlio também usou sem pedir uma foto sua para ilustrar uma reportagem. “Também já relatei tudo aos meus superiores na Rede TV”, informa o apresentador.
Nota à Imprensa
Causou extremo mal-estar a divulgação pelo repórter Noel Nascimento, da Rede TV!, de um video de bastidores em que lhe peço para não gravar uma entrevista durante festa particular na sede do CTG em Vilhena. Não o impedi de entrar na referida festa, tampouco de gravar o evento.
Devo esclarecer os seguintes pontos:
1) O repórter em questão foi virulento e anti-ético durante uma semana, fazendo-me acusações infames durante o prestigioso programa "Fala Rondônia", que no estado é tão bem conduzido pelo excelente jornalista Domingues Junior, que respeita os preceitos da cidadania e dos direitos humanos.
2) O repórter em questão não considerou, em nenhum momento, a regra primeira do jornalismo: que todas as questões têm dois lados. Ele tripudiou a minha pessoa, por uma semana, sem procurar me ouvir. Inclusive, usou do espaço na TV para dirigir impropérios e incentivar a população a boicotar um evento particular. Fez mais: chegou a anunciar, por sua conta, que a festa seria cancelada. Tudo fruto da sua imaginação, em conluio sabe-se lá com quem e movido a que interesses.
3) Sobre a imagem apresentada pelo dito repórter em que ele usa minha imagem (sem autorização), esclareço: houve (para não fugir à regra), uma edição truncada: eu não agredi a ninguém, tampouco impedi qualquer emissora de cobrir o evento do dia 20/06, na sede do CTG. Apenas disse, antes, que naquele momento não seria possível a entrevista. Todos os repórteres compreenderam e fizeram suas matérias - alguns inclusive ao vivo para suas emissoras - no momento oportuno. Noel Nascimeno literalmente CERCOU o entrevistado e a mim na entrada do clube, já com a câmera e o microfone ligados, sem consulta prévia se a entrevista poderia ser ou não concedida, inclusive impedindo até o prefeito de caminhar rumo aos que o aguardavam; manteve um tom de petulância, amadorismo, falta de ética e abuso no exercício da profissão. Aliás, é como ele costuma se comportar quando entrevista pessoas algemadas na delegacia, tratando suspeitos como réus e condenados. Tentou fazer o mesmo comigo, e óbvio não aceitei como não aceitarei qualquer abuso, por vivermos de fato e de direito num estado plural, democrático e que considera o contraditório e a ampla liberdade de expressão (que pressupõe que a última palavra não pode ser do repórter, que apenas a "veícula").
4) Sou pela liberdade de expressão e de imprensa. Respeito os jornalistas e busco, com muito esforço, promover o congraçamento da categoria. Tanto é verdade que instituí, neste ano, o prêmio Casa Rondon de Comunicação em homenagem aos profissionais da mídia em geral, atuantes em Vilhena. No entanto, não posso admitir os abusos praticados, a falta de ética e a falta de respeito..
5) Por fim, o repórter em questão está utilizando um espaço público (uma tv é concessão pública, afinal) para distorcer os fatos, se apresentar como vítima, quando na verdade é o vilão de uma história que ele mesmo arquitetou. Ele procura, por todos os meios, me agredir sem conceder o direito ao contraditório, usando inclusive equipamentos da Rede TV! para produzir o material distribuído aos sites do estado, sem anuência da direção da emissora no estado. Tomarei todas as medidas cabíveis, na justiça, para enquadrá-lo. Lamento o ocorrido e, também, que outros veículos de comunicação tenham sido parciais na cobertura de tal episódio, que reputo como ridículo e sem nenhum interesse público. Mostrarei, na justiça, todos os abusos cometidos e, mais uma vez, reitero meu compromisso com a ética, o respeito aos direitos humanos e a liberdade de imprensa e propaganda. Não confundamos, porém, liberdade com libertinagem.
Júlio Olivar