Magistrado não quis se manifestar sobre polêmica

Paranaense de Centenário do Sul, 45 anos, criado em Campo Mourão e graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), o juiz Adriano Lima Toldo, titular da 2ª Vara Criminal de Vilhena foi envolvido, sem querer, numa polêmica esta semana.

Ao condenar, na semana passada, os ex-secretários municipais Gustavo Valmorbida (Coordenação Governamental) e Luiz Serafim (Comunicação) a 76 anos de prisão cada um, o magistrado sofreu críticas de advogados, embora as manifestações do público leigo tenham sido, quase que por unanimidade, de apoio à sentença.

Mas, entre as considerações sobre a “canetada” de Adriano, a que foi proferida pelo veterano criminalista Reginaldo Ribeiro de Jesus provocou indignação: ele classificou decisão como “ridícula e imbecil”, numa afronta direta e deselegante ao julgador.
Em defesa do juiz, a AMERON, entidade que representa os magistrados em Rondônia, emitiu nota de repúdio condenando a fala do advogado. (Leia aqui).

Ao receber a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE em seu gabinete, na manhã desta quarta-feira, 13, Toldo explicou que não se manifestaria sobre o ataque sofrido. Limitou-se a dizer que não se ofende com as críticas, “desde que elas sejam qualificadas”.

Ao encerrar o assunto, o juiz explicou também porque não trataria da sentença considerada “excessiva” pelos advogados dos ex-secretários, lembrando que, por impedimento legal, não pode falar dos casos que julga. Mas, genericamente, argumentou: “As pessoas ficarem inconformadas com sentenças é normal no sistema jurídico. Todos podem se manifestar de forma ética e tentar mudar a decisão nas instâncias superiores”.