Terceiro acusado aguarda julgamento de recurso
O jovem Josimar Roberto da Silva, de 25 anos, foi o segundo acusado pela morte de Carlos César Bertolino em dezembro de 2012 a ser levado a julgamento no Fórum Desembargador Leal Fagundes, em Vilhena.
No mês passado, Fernando de Jesus Lourenço, que também teve participação na morte de Carlos César, foi condenado 14 anos de prisão. O outro acusado, irismar Roberto da Silva (irmão de Josimar) aguarda julgamento do recurso contra a sentença de pronúncia, que pretende levá-lo ao banco dos réus.
De acordo com os autos, no dia 26 de dezembro de 2012, Irismar Roberto da Silva e Fernando de Jesus Lourenço foram à casa de Carlão, como a vítima era conhecida, na rua 1.505, no bairro Cristo Rei, para tirar satisfação por causa de uma batida de bicicleta entre a vítima e o pai do primeiro, que culminou com o segundo agredindo o outro envolvido acidente.
No meio da conversa, Irismar desferiu socos no peito de Carlão, que reagiu e, neste momento, foi atingido com um golpe de faca desferido por Fernando, que ainda o atingiu outras vezes antes de sair do local do crime.
Quando já estavam indo embora, os dois encontraram Josimar e voltaram. Josimar tentou degolar a vítima que, na ânsia para se defender, segurou a faca pela lâmina. Neste contexto, com a vítima imobilizada por Josimar, Fernando, que havia voltado, desferiu mais golpes em Carlão.
A acusação trazida pelos autos contra Josimar foi de homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima. Mas, alegando não haver provas contundentes para sustentar a qualificadora, o promotor de justiça João Paulo Lopes pediu aos jurados o decote da qualificadora.
Já a defesa, sob a responsabilidade da advogada Ilcemara Sesquim, reforçou o pedido do MP de decote da qualificadora e sustentou a tese de homicídio privilegiado (sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima). Tese que foi acolhida pelos jurados que afastaram ainda a qualificadora, condenando o réu por homicídio privilegiado.
A juíza Liliane Pegoraro Bilharva, que presídio o Tribunal do Júri, dosou a pena de Josimar em 5 anos e 10 meses de prisão a serem cumpridos em regime semi-aberto. Mas a advogada de defesa já anunciou que irá recorrer da condenação.