O site www.rondonoticias.com.br, dirigido pelo radialista Arimar Sá, publicou nesta semana um texto que desmoraliza completamente a já combalida carreira política do ex-senador Odacir Soares, atual presidente do Partido Social Liberal (PSL). O irônico é que o comunicador apresentava, até pouco tempo atrás, um programa de notícias na rádio Rondônia FM de Porto Velho, uma das sete emissoras do ex-parlamentar no Estado.
Segundo a matéria, que supostamente se baseia nas declarações de um filiado da legenda, a agremiação entrou em colapso quando saiun das mãos da ex-vereadora da capital, Silvana Davis e passou ao comando de Odacir. A “reportagem” também dá a entender que o ex-senador estaria tentando barganhar o partido, mas enfrenta forte rejeição ao procurar lideranças políticas de outras agremiações.
Diz o material publicado para página eletrônica portovelhense: “... O atual presidente do partido, Odacir Soares, tem lutado de forma incessante tentando incluir a sigla nas alianças que neste período eleitoral se formam, com vistas ao pleito de outubro, mas tem sofrido uma rejeição atrás da outra.
A primeira delas foi quando o próprio Soares tentou ser vice-governador, na chapa de João Cahúlla, e de quebra entregava o Partido Liberal no negócio, mas foi rechaçado sem cerimônia.
Depois ele próprio tentou ser suplente do senador Valdir Raupp – PMDB, mas o parlamentar federal pouca atenção lhe deu sobre o assunto, argumentando que não pretendia defenestrar o ex-prefeito de Porto Velho – Tomás Correia, seu suplente, e de há muito seu fiel aliado.
Nos últimos dias, ainda conforme essa fonte, Odacir teria procurado Expedito Júnior para oferecer o PSL, mas o senador cassado teria sorrido e debochado de sua pretensão, de vez que o partido liberal não tem quadros, sede e muito menos voto.
Para analistas políticos, o ex-senador está cometendo um erro grave. De acordo com eles, antes de negociar a legenda, Soares deveria primeiramente eleger o presidente municipal da agremiação, cargo hoje vago.
Depois, pensar em alugar um local para servir de sede, a fim de abrigar suas reuniões, para somente assim, ter cacife para negociar cargos e o próprio partido que, ainda de acordo com esses analistas, é visto hoje como sigla ambulante, sem prestígio, rumo ou destino, e é por isto ninguém quer”.