Caso material continue sendo compartilhado, multa é de mais de R$ 53 mil
 
Uma liminar concedida pela Justiça Eleitoral determina que o candidato a prefeito de Vilhena pelo Podemos, coronel Rildo Flores, retire das redes sociais e de grupos no WhatsApp, uma pesquisa de intenção de voto que o deixa tecnicamente empatado com o prefeito Eduardo Japonês (PV).
 
Ao contestar os números da sondagem, os advogados de Japonês apontaram “fortes indícios” de fraude e manipulação no trabalho. Caso a pesquisa continue sendo divulgada, tanto a empresa que a realizou quando o próprio Rildo, serão multados em mais de R$ 53 mil.
 
Conforme as alegações dos que entraram na justiça contra a pesquisa, ao pedir o registro dela no TRE de Rondônia, a empresa Franco & Rodrigues Comunicação Social e Empreendimentos Ltda, informava que seriam entrevistadas 333 pessoas entre os dias 14 e 16 de outubro. No final, foram 387 entrevistas num prazo maior.
 
As suspeitas, no entanto, se concentram nos dados da sondagem, que foram apresentados pela empresa por determinação judicial. De posse das informações, os advogados do caso foram até dez endereços apontados e constataram que eles não existem. Também não foi identificada nenhuma pessoa que teria declarado seu voto aos pesquisadores.
 
Mais grave ainda, conforme os denunciantes, é que as quatro pessoas que seriam os supostos entrevistadores só encontravam votos de um único candidato. Ou seja, o entrevistador A só encontrou votos de Rildo; o B, só de Eduardo; o C apenas de Rosani; e o D contabilizou apena os votos dados aos dois outros candidatos eram diferentes. Também não foram computados votos brancos ou nulos, coisa praticamente impossível de acontecer numa “pesquisa séria”.
 
Aparentemente, segundo  os autores da ação, o pessoal envolvido na coleta de dados não esteve em Vilhena, limitando-se a fabricar os resultados no escritório da empresa.
 
Ao acionar Rildo na Justiça Eleitoral, os advogados alegaram que os números supostamente fraudulentos só vieram a público após o candidato divulgá-los através do Facebook e do WhatsApp. O mesmo material acabou viralizando, ao ser compartilhado pelos apoiadores do candidato militar.
 
CLIQUE AQUI  e leia decisão na íntegra.