Ronildo Macedo disse que comissões acompanham obra e processo
 
Numa decisão de 6 páginas, datada de 27 de janeiro, a juíza Christian Carla de Almeida Freitas, titular da 4ª Vara Cível de Vilhena, negou o pedido feito pela empreiteira Norte Edificações e Empreendimentos, que queria receber um aditivo de R$ 300 mil da Câmara de Vereadores.
 
A empresa, que atuou na reforma da Casa, iniciada na gestão do então presidente Adilson de Oliveira (PSD), em 2018 e concluída no passado, inicialmente cobrava R$ 450 mil, alegando que executou serviços que, mesmo sendo essenciais, não estavam previstos no edital de licitação.
 
Ao procurar o sucessor de Adilson no cargo, Ronildo Macedo (PV), que hoje continua na presidência do Parlamento, a construtora disse que havia feito um acordo verbal através do qual teria sido autorizada a executar a obras, para receber o acréscimo ao final dos trabalhos.
 
Ronildo se negou a fazer o pagamento, argumentando que o serviço alegado teria sido executado na gestão do antecessor, e que dizia respeito a itens como escavação e caixarias, que não poderiam mais ser comprovados após mais de um ano.
 
Mesmo a empresa propondo reduzir o valor inicial para R$ 300 mil, Macedo não aceitou a oferta. O caso, então, foi parar na justiça, através da uma ação de cobrança, feita pela Norte Edificações e Empreendimentos.
 
O vereador garante que, em sua gestão, não há nenhuma irregularidade pendente, já que ele instituiu uma comissão para acompanhar as obras. Outra comissão foi escalada por Ronildo, em 14 de julho de 2020, para auditar todo o processo envolvendo  a reforma da Câmara, formada por servidores efetivos. “Tanto a firma está querendo receber o que foi feito na primeira fase do serviço”, diz o presidente.
 
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