“Se eu tivesse rabo preso com alguém, seria obrigado a pagar aditivos à empreiteira e não poderia demitir nenhum servidor”
 
O FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso às 34 páginas da denúncia protocolada ontem na Câmara de Vereadores de Vilhena contra o próprio presidente da Casa, Ronildo Macedo (PV). A peça é assinada pelo advogado Denns Deivy Souza Garate, que foi candidato a vereador no ano passado.
 
Além de listar uma série de ilegalidades que teriam sido cometidas pelo parlamentar durante as obras de reforma da Câmara, o advogado inclui no material um parecer da então diretora jurídica da Câmara, Joice Carla Santini Antonio e o acusa de três crimes: prevaricação, fraude a licitação e superfaturamento.
 
Num trecho do documento, Macedo é acusado pelo denunciante de ter mantido, em sua gestão, um servidor que recebia sem trabalhar e pede a instauração de uma Comissão Processante para investigar as acusações, propondo que, durante esta apuração, o parlamentar seja afastado do cargo.
 
O QUE ACONTECE AGORA
A matéria será votada na próxima sessão da Câmara, quando o plenário, pela maioria dos presentes, decidirá se autoriza a abertura da Comissão para apurar as denúncias. Como o próprio Ronildo, na condição de presidente da Casa, não pode votar, são necessários 7 dos 12 votos para que a investigação seja deflagrada.
 
JÁ ESTÁ NA JUSTIÇA
Se os vereadores decidirem barrar a denúncia, o caso segue sendo apurado na Justiça, já que uma Ação Popular contra Macedo, movida desde o ano passado pelo militante Ivan Bezerra de França, o “Ceará do Assossete”, continua tramitando.
 
O OUTRO LADO
Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, esta semana, quando falou da decisão judicial que negou à empreiteira que executou a obra o direito de receber R$ 300 mil que ela cobrava a título de aditivo, Macedo disse estar tranquilo (CONFIRA AQUI).
 
O vereador disse que, ao assumir a presidência do Legislativo com a obra já em andamento, adotou todas as medidas para fiscalizar tanto o trabalho quanto o processo licitatório. Ele também alega que se recusou a pagar vários aditivos apresentados pela construtora.
 
Ronildo ainda apontou que, por trás da denúncia, que segundo ele tem apenas “fins políticos”, estão servidores exonerados em sua gestão e que, agora, sem salário, ou com renda reduzida, tentam atingi-lo. “Não vão conseguir. Se eu tivesse rabo preso com alguém, seria obrigado a pagar aditivos à empreiteira e não poderia demitir nenhum servidor. Estou preparado”.
 
CLIQUE AQUI e leia denúncia na íntegra.