Um caso que tinha toda a caraterística de lenda urbana tomou nova dimensão desde ontem.  Trata-se do rumor que dá conta da existência de pessoas desconhecidas fotografando crianças nas imediações das escolas, oferecendo em troca bolas e brinquedos. Segundo o boato, disseminado principalmente através das redes sociais, poderia se tratar de tentativa de sequestro ou tráfico de órgãos. Tudo poderia ter ficado no patamar de boataria não fosse o alerta dado a alunos do ensino Fundamental da Escola Ronaldo Aragão na manhã de ontem em sala de aula.

 

A reportagem da FOLHA DO SUL ON LINE esteve na escola na tarde desta quarta-feira e confirmou que o aviso foi dado às crianças, porém, de forma cautelosa para evitar pânico. Os professores avisaram para os pequenos que não atendam a eventuais abordagens, exceto se estiverem na companhia dos pais ou de outro adulto. “Não acreditamos que seja algo com a dimensão do boato, mas sempre é bom prevenir”, disse uma servidora da escola.

 

Na delegacia de Polícia Civil foi informado que as autoridades já têm conhecimento do fato, mas por enquanto está descartada a possibilidade de se tratar de criminosos de alta periculosidade. De acordo com um agente do Serviço de Investigações e Capturas, aparentemente se trata de “pressão” para vender as fotos tiradas das crianças, as quais recebem tratamento artístico que as tomam atrativas. “Eles tiram as fotos dizendo que é de graça, mas depois procuram as famílias para tentar vender o produto. Não é uma prática muito conveniente, no entanto não pode ser classificada como ato criminoso”, disse o plantonista.