No meio da tarde de ontem (segunda-feira, 27) a reportagem do www.folhadosulonline.com.br flagrou, numa rua de um loteamento nas proximidades da Unir, um exemplo duplo de falta de consciência e civilidade.

Abandonados à margem da via, no meio do mato, estavam vários livros didáticos que foram jogados fora por alguém que errou duas vezes. A primeira por ter jogado em via pública, o que inicialmente seria lixo, demonstrando total falta de civilidade. A segunda por ter se desfeito e maneira tão errônea de livros didáticos de Geografia, História, Ciências.

O que pode ser pior que jogar livros no lixo? E se desfazer desse “lixo” nas ruas e avenidas da cidade, ao invés de colocá-los em local apropriado? Cidade limpa é sinal de povo civilizado.

Vilhena já foi considerada uma das cidades mais limpas do Estado. No entanto, basta que se olhe com mais atenção para perceber que nos dias atuais a cidade não faz justiça ao titulo de outrora.

Uma passagem rápida pela periferia da cidade e permite encontrar toda sorte de lixo entulhado. Galhos de arvores, lixo doméstico e até animais mortos em decomposição. Nesse caso, segundo um funcionário da Secretaria de Obras, é recolhido por dia cerca de quatro animais.

É claro que o poder público poderia fazer mais para conservar a cidade limpa. Mas, até que ponto o poder público, sem a conscientização e participação da população, destinando corretamente o lixo, pode agir na manutenção da limpeza?

É fato que para existir uma destinação correta do lixo, com separação de todos os recicláveis, tem que haver investimentos públicos consideráveis e um trabalho de conscientização da população.      

É nítida a falta de civilidade de uma cidade onde o lixo é jogado nas ruas de qualquer maneira, imagine ver livros didáticos jogados no meio desse lixo.