Uma queda-de-braço entre a prefeitura e a Câmara de Vilhena pode atrasar a instalação de uma filial da loja de departamento Havan na cidade. A empresa, cujo diretor visitou recentemente o local onde será erguido o prédio da unidade, esperava inaugurar a loja até o próximo mês de julho.

Acontece que, no meio da área adquirida pela Havan existe uma rua, que precisa ser desafetada para que o imóvel de mais de 26 mil metros quadrados seja escriturado. E a construção não pode começar antes da regularização do imóvel.

A prefeitura protocolou, em dezembro, um pedido para que a Câmara aprove a desafetação. E, diante da demora na votação da matéria, começam a surgir especulações sobre a falta de interesse dos parlamentares em definir a situação.

O FOLHA DO SUL ON LINE conversou por telefone com o presidente da Câmara, Júnior Donadon (PMDB), que explicou o caso. Segundo o parlamentar, a prefeitura não esclareceu corretamente o motivo da desafetação, limitando-se a dizer que a área seria doada posteriormente.

O peemedebista diz que o pedido está sendo analisado pelo vereador Marcos Cabeludo (PHS) na Comissão de Constituição e Justiça. Após ele concluir seu parecer, a ser dado sob orientação da assessoria jurídica da Câmara, a proposta será levada a voto no plenário.

Mas tudo indica que não haverá votação até que a prefeitura corrija o erro apontado por Donadon. Ele quer que o município explique corretamente o motivo da doação, já que o MP Público tem feito seguidas recomendações para que áreas públicas na cidade só sejam cedidas por licitação e com objetivos bem definidos.

 

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