Episódio também será levado ao Ministério Público
Na manhã desta quinta-feira, 05, uma servidora pública veio à redação do FOLHA DO SUL ON LINE para explicar duas denúncias na polícia esta semana, relatando agressões físicas e verbais sofridas pela filha, de apenas 13 anos, numa das escolas mais tradicionais de cidade.
Conforme a mulher, que preferiu ter sua identidade preservada, na semana passada, a garota chegou em casa ferida, mas não quis informar o que acontecera. Só quando foi levada ao médico a menina contou: havia sido atacada por uma colega de sala, três anos mais velha.
A agressão aconteceu, conforme a menor, com a professora de matemática dentro da sala. O que mais causou revolta à mãe foi o fato de o ataque não ter sido impedido ou sequer comunicado a ela. O caso só foi descoberto porque o médico que atendeu à vítima conseguiu fazê-la falar sobre o episódio.
A mãe registrou queixa pela agressão e, ontem, foi até a escola. A diretora da instituição, Thaty Batista Ueda, segundo relato da mãe, disse que não poderia atendê-la naquele momento, mas prometeu tomar providências quanto ao caso.
No mesmo dia, a estudante ligou chorando e a mãe foi ver do que se tratava. Segundo ouviu da filha, a diretora, ao invés de combater a violência contra a aluna, levou-a até sua sala e passou a pressioná-la, criticando sua atitude, dizendo que, ao denunciar a violência sofrida, ela estaria difamando o colégio.
Ao cobrar de Thaty uma explicação para a atitude, a denunciante disse que também foi maltratada por ela, que repetiu em sua frente as ofensas que teria disparado contra a filha. Conforme a servidora, a educadora chegou ao cúmulo de dizer que ela dispunha de condições financeiras para matricular a menina numa escola particular.
Com o diálogo entre ambas gravado com celular, a mãe já foi à representação da Seduc e narrou o caso, acusando Thaty inclusive de lhe ofender em conversas virtuais com professores através do WhatsApp. E também pretende levar o caso ao Ministério Público.
Quanto à adolescente, que por causa das agressões das colegas e das ofensas da diretora, está recebendo atendimento psicológico, ela deverá ficar afastada das aulas. Vítima freqüente de bullying por ser considerada “gordinha e CDF”, a menina recebeu atestado médico recomendando se ausentar da escola por alguns dias.
OUTRO LADO
O site já havia contatado Thaty Ueda antes da formalização das acusações, e ela prometeu se pronunciar após a publicação da denúncia. O site, então aguarda que ela se manifeste e publicará sua versão da história.