Jovem de 20 anos faleceu ontem, deixando bebê que nasceu no dia 12 deste mês
 
Após a veiculação de uma reportagem pelo FOLHA DO SUL ON LINE, contando a revolta de uma mãe adotiva por não ter tido o “direito” de sepultar a filha, Emanueli Ortiz do Nascimento (FOTO), de 20 anos, que morreu de Covid-19 na tarde de ontem, a mãe biológica da jovem entrou em contato com a redação do site e deu sua versão dos fatos (RELEMBRE AQUI).
 
Na reportagem, a mãe adotiva narra que mesmo tendo a guarda de Emanueli desde que ela tinha 01 ano de idade, após a morte, a certidão de óbito e o corpo da jovem foram entregues para a mãe biológica, com quem ela não tinha mais vínculo. A entrevistada na ocasião alegou que estava impedida de sepultar a filha.
 
Porém, Cleidiane dos Santos Godinho, mãe biológica de Emanueli, contou outra história, afirmando que a jovem foi dada pela avó  sem seu consentimento quando tinha mais de 2 anos de idade, pois quando teve a menina, ainda era uma adolescente de 15 anos.
 
“Essa mulher sumiu com a minha filha por nove anos e quando a encontrei, ela já tinha ganhado o direito da guarda na justiça, mas nunca dei minha filha pra ela”, relatou a mãe, que hoje tem 36 anos.
 
Outra versão mudada por Cleidiane é a de que Emanueli não possuía vínculo com ela, pois desde os 16 anos, a jovem teria voltado a morar com a família biológica para, segundo ela, fugir dos maus tratos sofridos da mãe adotiva.
 
“Todo mundo que conheceu minha filha ouviu as histórias que ela contava de como era maltratada e abusada, e por isso ela voltou a morar comigo quando tinha 16 anos”, afirmou Cleidiane.
 
Por fim, a mulher relatou que em hipótese alguma proibiu a mãe adotiva de participar do sepultamento da filha e que jamais, durante todos estes anos, fez nada contra ela, mesmo a outra supostamente tendo agido de má fé e tirado sua filha e sua neta, que ela a impede de ver e que até mesmo Emanueli não podia visitar desde que saiu de casa.
 
“Ela quer tirar minha neta de mim como fez com a minha filha, mas mesmo assim nunca impedi ela de ir ao sepultamento, ela não foi porque não quis”, concluiu a mulher.
 
Já segundo as acusações de que o hospital havia cometido um erro ao entregar a certidão de óbito para a mãe biológica, Cleidiane afirmou que não houve erro algum, pois quem acompanhou a filha durante todo o tempo de internação foi ela, que buscava os boletins todos os dias, e que a mãe adotiva não sabia ao certo nem o dia em que Emanueli foi internada.