Na manhã de ontem, o dono de uma oficina mecânica em Vilhena caiu num golpe aplicado por celular e perdeu R$ 6 mil. O empresário, cujo nome a polícia está mantendo em sigilo, recebeu a chamada de uma pessoa que parecia conhecê-lo.
O autor da ligação anunciou que havia seqüestrado o único filho do vilhenense, que cursa faculdade de Psicologia em Brasília. Mantendo o comerciante na linha, para impedir que ele ligasse para o filho, o “sequestrador” fazia um jovem pedir socorro do outro lado do aparelho e ameaçava matá-lo, caso não fossem depositados R$ 15 mil numa conta indicada pelo golpista.
Desesperado e abalado psicologicamente a ponto de confundir a voz do falsário com a do filho, o homem conseguiu, mesmo assim, negociar o valor, que foi reduzido para o montante que tinha disponível: R$ 6 mil.
Completamente transtornado e sem conseguir falar com o universitário, o dono da oficina foi até a agência do Bradesco, no centro de Vilhena e, obedecendo as instruções dos bandidos, efetuou o depósito em dinheiro na boca do caixa. Em questão de minutos a soma já havia sido sacada. Só depois de executar a operação financeira o empresário conseguiu ligar para o filho.
Descobriu que ele estava em casa, almoçando com uma amiga e que não havia saído da residência. A vítima foi à polícia e também tentou reaver o dinheiro junto ao banco. Tudo em vão: os R$ 6 mil não serão mais recuperados.
Já a “vítima” do seqüestro, com quem o FOLHA DO SUL ON LINE conversou pelo Facebook, disse que vai aperfeiçoar as técnicas de contato com o pai a fim de evitar novas investidas como essa.
O jovem, que pediu para não ter seu nome ou sua foto divulgados, também se disse intrigado com o fato de os golpistas saberem tantos detalhes sobre sua família. “Como é que eles sabiam meu nome, que eu estava estudando fora e que meu pai tem uma oficina?”, questionou.