Candidata da coligação não fez sequer o próprio voto no pleito municipal de 2024
 
Vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia, o desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia pautou para a semana que vem o julgamento de um recurso que pode alterar a composição da Câmara de Vereadores de Vilhena.
 
Na próxima quinta-feira, 29, o plenário da Corte composta por 7 magistrados decidirá se mantém ou revoga a cassação do mandato do jovem Gabriel Greabin, do PRD, que já foi condenado em primeira instância, em Vilhena, à perda do cargo.
 
O parlamentar cujos tio e pai também exerceram mandatos na Câmara de Vilhena, foi duramente punido pela conduta de uma candidata de sua coligação, que não fez sequer o próprio voto no pleito municipal de 2024. O desempenho “zerado” nas urnas foi considerado uma fraude (ENTENDA AQUI).
 
Embora a condenação de Gabriel não tenha vindo acompanhada de uma decisão por sua inelegibilidade pelo período, o Ministério Público quer que a segunda instância da Justiça Eleitoral aplique a ele este tipo de pena, além de manter a cassação.
 
Se a cassação for confirmada em segunda instância, Graebin filho ainda pode recorrer ao TSE e até ao STF, mas neste caso, precisa deixar o cargo enquanto luta em Brasília para recuperá-lo.
 
Na primeira instância, embora todos os sufrágios da coligação da qual Gabriel participava tenham sido anulados, apenas a candidata “zero voto” ficou proibida de disputar cargos públicos nos próximos 8 anos.
 
Com a anulação de todos os votos conquistados pela coligação que apoiou a candidatura da professora Raquel Donadon (PRD) a prefeita, tudo indica que a nova totalização definirá como “herdeira” da cadeira eventualmente deixada por Graebin, assistente social Oziane Germiniano.
 
Em se confirmando a mudança, o União Brasil, que já tem os vereadores Silvano Pessoa e Rose da Saúde em seus quadros, emplaca mais uma militante na Câmara Municipal da maior cidade do Cone Sul de Rondônia.