Mara Maravilha comemora 30 anos de carreira neste ano. Sem fugir a assuntos, a apresentadora, que faz 46 no dia 6 de março, fala da carreira, da vontade de ser mãe e do novo amor. "Eu perdi a minha mãe, não fui criada pelo meu pai, meus dois casamentos deram errado e ainda não tive filhos, mas não vou esmorecer. Sou uma pessoa forte", diz ela, no carro da reportagem, com muita segurança para falar.
Para o ensaio fotográfico, Mara escolheu peças de roupa compradas em uma recente viagem a Londres, na Inglaterra. Mais magra, ela afirma ter chegado aos 80 quilos, mas hoje pesa 63. Os cuidados com o físico e, especialmente com a saúde, ficaram maiores depois que sua mãe morreu, aos 63 anos, em janeiro do ano passado. Atualmente, a apresentadora cuida da boa forma com dieta e atividades físicas. Sobre o vício de moderadores de apetite, ela fala: "Eu tomava esses remédios antes de me converter. Eu me converti há 18 anos e, há uns dez, tive uma recaída pelo remédio."
QUEM: Em 2014, você completa 30 anos de carreira. Que balanço você faz desse período?
MARA MARAVILHA: Estamos com várias ideias e vários projetos. Graças a Deus, minha carreira é muito fértil. Tenho meu trabalho com criança, tenho meu trabalho gospel e surgem muitas possibilidades e oportunidades. No balanço geral da minha carreira, tenho um mailing social infinito. Se não fosse centrada, eu poderia dispensar. Viajo para fora do país, pros interiores e surgem muitas possibilidades. Se deixar, não volto para casa
QUEM: E é verdade que você vai gravar um EP?
M.M.: Tive um reencontro com o Arnaldo Saccomani, que foi meu produtor da época que eu fazia programas infantis e responsável por grandes êxitos na minha carreira, como a música Jesus Cristo, de Roberto Carlos. Nos tempos em que trabalhei com o Saccomani, gravei com o Olodum. O Michael Jackson ainda nem tinha gravado lá. Michael Jackson me imitou (risos). Tadinho, nem está mais aqui para falar que é mentira. Mas, o EP ainda está em fase inicial. Eu me converti há 18 anos. Fiquei minha vida e carreira para esse segmento. Não fiz eventos em homenagem à década de 80, embora tenha recebido convites.
QUEM: Tem vontade de fazer esse tipo de evento?
M.M.: Tenho vontade de levar a palavra de amor, a palavra positiva, entendeu? Sou muito realizada com o agora, com o segmento gospel. Se eu não tiver isso na minha vida, minha vida perderia o sentido. Mas não posso desprezar os anos 80. É um período muito abençoado. Agradeço a Deus e ao Arnaldo Sacomani. Trabalhei com o Régis Danese. Ele é meu amigo e vou comemorar o meu aniversário com a filha dele. Trabalhei com o [Michael] Sullivan, o [Eduardo] Dusek... não posso ignorar essa obra porque eu me converti. Deus já estava me abençoado naquela época. Deus já estava me dando o tesouro. Fazer o trabalho acústico estou deixando fluir. Minha prioridade vital é o compromisso com a obra de Deus, o gospel.