Laudo médico aponta efeitos de assédio moral

O FOLHA DO SUL ON LINE recebeu, através de pessoas que preferiram não se identificar temendo retaliações, denúncia grave contra a diretora da escola Wilson Camargo, uma das mais antigas de Vilhena, que estaria praticando agressões verbais e assédio moral contra professores da instituição estadual.
De acordo com os denunciantes, Thaty Batista Ueda, eleita e reeleita para dirigir a escola, teria começado a maltratar seus subordinados logo após conquistar o segundo mandato. Por causa das humilhações, cerca de 10 servidores do colégio estariam de atestado médico, seis deles assinados por psiquiatras.

FESTA DO BARULHO
Um dos episódios que transformaram o Wilson Camargo em campeão de atestados foi relatado neste site. Ao reagir à crítica dos pais ao desfile da Miss Gay Rondônia na Festa da Primavera, realizada na escola, Thaty teria criticado duramente os organizadores da festa.
Durante uma reunião para tratar do assunto, a diretora teria mandado duas subordinadas “calarem a boca”. Indignadas com o tratamento desrespeitoso recebido numa reunião dos docentes, em público, duas professoras saíram dali direto para a Delegacia de Polícia Civil, onde registraram boletim contra a agressora.
O episódio também serviu para indispor a educadora com os próprios alunos do período noturno, que se solidarizaram com a colega transformista.

AGRESSÕES COTIDIANAS
Mas as acusações contra Thaty são mais antigas: em um dos laudos emitidos pelo psiquiatra para afastar uma das “vítimas” da diretora, o médico escreveu: “Paciente apresenta ansiedade intensa, angústia, desânimo, cefaléia, memória prejudicada, tristeza a maior parte do tempo, anedonia, sentimento de culpa, choro freqüente, irritabilidade, impaciência, fadiga, aumento do apetite e sintomas somáticos. Os sintomas iniciaram há aproximadamente há um ano, com piora nos últimos dois meses, desencadeados pelo stress no trabalho em sala de aula e assédio moral que vem sofrendo no trabalho, por colegas de profissão”.

OUTRO LADO
Avisada de que a denúncia seria publicada, a diretora acusada disse que se manifestaria após a veiculação do material no site.