Ângela veio de Goiânia para visitar o pai, que havia sofrido AVC em Chupinguaia
Cerca de três semanas atrás, a manicure Ângela Maria de Oliveira, de 46 anos, chegou de Goiânia na cidade de Chupinguaia, para visitar o pai, que havia sofrido um AVC. Na terça-feira, 16, ela começou a passar mal e foi trazida para o Hospital Regional de Vilhena.
Na manhã deste domingo, 21, após 6 dias entubada na UTI do HR, Ângela, diagnosticada com a Covid-19, veio a óbito. Antes de se mudar para Goiânia (GO), ela trabalhou numa clínica de estética em Vilhena.
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou o ex-marido da paciente, e ele confirmou ter registrado queixa na polícia contra a funerária que fez o sepultamento. “Não temos nenhuma queixa contra o hospital, que fez o que pode, mas estamos denunciando a funerária, que sepultou minha ex-esposa sem a presença do filho dela”, disse, referindo-se ao rapaz de 21 anos, que veio de Chupinguaia para a despedida.
O entrevistado explicou que a família chegou à cidade às 10:20h, mas Ângela, que havia morrido às 8:20h, já havia sido sepultada.
O ex-marido disse ter ciência de que ele e o filho só poderiam assistir o funeral à distância, mas reclama da pressa da funerária para executar o procedimento. “A gente nem sabe se sepultaram ela com uma roupa digna ou se foi num daqueles sacos funerários”, finalizou.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 21 de Junho de 2020, às 13:45