Sérgio Massaroni tem até a próxima quinta-feira, dia 1º de abril, para deixar – ou não – o cargo de secretário municipal de Fazenda. É o que manda a Lei Eleitoral: os ordenadores de despesas em repartições públicas, associações, sindicatos e similares precisam se afastar seis meses antes para estarem aptos a disputar as eleições.
Querer ser candidato, Sérgio quer. Mas há um impasse: a ficha de filiação dele ao PSC foi registrada no Cartório Eleitoral dia 5 de outubro de 2009, dois dias após o prazo de encerramento para os que quisessem disputar as eleições deste ano.
Sérgio disse à FOLHA que pretende entrar na Justiça para assegurar a sua filiação. Para tanto, ele mostrou à reportagem sua ficha, com data de 2 de outubro, devidamente abonada pela direção local do PSC.
“Vou alegar que o dia 3 era o último, então o Fórum Eleitoral deveria ter ficado de plantão no período da tarde daquela sexta-feira em que o prazo terminou, como ocorreram em anos anteriores”, afirma.
Massaroni garante que o presidente do diretório local do partido, Guilherme Naré, se dirigiu ao fórum eleitoral por volta das 13h e o expediente já havia sido encerrado. “Não posso ser penitenciado por isso. É só uma formalidade que não foi cumprida, mas não tive culpa. Como era fim de semana, ele [o presidente do partido] teve que esperar até a manhã de segunda, quando efetivamente meu nome passou a constar do sistema do Tribunal Regional Eleitoral, como filiado”.
O pré-candidato a deputado viajou nesta quarta-feira (24) para Porto Velho, onde se encontraria com dirigentes do PSC, com a finalidade de expor o problema burocrático e discutir a garantia de que teria sua vaga na nominata, caso resolva o problema burocrático. Em Vilhena, o partido tem outros quatros nomes cotados para serem candidatos à Assembleia: Jacier Dias, Elias Música, Rosa Maria Martins e Vanderlei Graebin.
ENTRE MAÇONS E EVANGÉLICOS
Delegado regional da Grande Loja Maçônica, Sérgio Massaroni garante ter o apoio do dirigente maior da entidade no estado, o sereníssimo grão-mestre Juscelino Moraes do Amaral. Isso o motiva a insistir na candidatura a deputado. No total, são 37 lojas desta ala maçônica em Rondônia. Pelas contas de Massaroni, se em cada uma ele obtiver 15 votos e estes conseguirem mais 15 entre os seus já serão mais de 8 mil votos. “O suficiente para ser eleito”, arremata.
Curioso que Massoroni seja o “chefão” da Maçonaria no Cone Sul e ao mesmo tempo filiado ao PSC. O partido tem como presidente estadual o ex-deputado federal Agnaldo Muniz, genro do presidente da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus do Estado de Rondônia, pastor Nelson Lutchemberg.