Uma matéria veiculada pelo jornal FOLHA DO SUL, há um mês, sob o título “Caixa Preta da Câmara permanece fechada”, falando sobre a falta de transparência dos gastos da Câmara de Vereadores de Vilhena, levou o sindicalista José Cardoso (NA FOTO, EM VISITA AO SITE) a protocolar uma denúncia contra o Legislativo na representação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) na cidade.

Além de denunciar o “escândalo”, Cardoso também pediu que a Corte investigue a suspeita de malversação de recursos do Parlamento local. Em sua petição, ele acrescentou um exemplar do jornal, e pede que técnicos do órgão façam levantamentos nos gastos da Casa, a fim de que sejam verificados eventuais desvios de recursos.

Diz um trecho do documento protocolado pelo denunciante: “Como V. Sª poderá observar, a matéria menciona a falta de prestação de contas e informações sobre gastos naquele poder. Não é possível e o povo/contribuinte de Vilhena, que tem pago com sacrifício seus impostos, não aceita esse tipo de conduta. Devo informar a V. sª que o orçamento destinado a esse poder, segundo a matéria, é o quarto orçamento do município. Indado ainda do senhor presidente: qual a diferença da Mesa Diretora da Câmara para um funcionário público, que quando gestor de recursos públicos, tem que prestar contas de até UM CENTAVO”.

O documento, protocolado em Vilhena, é destinado ao presidente do TCE. Cardoso espera que, com a ação da Corte, a Câmara passe a tornar mais transparente a divulgação de seus gastos e a contratação de assessores.